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Geração de Renda: Biscoitos e Panetones para mulheres como prevenção a violência doméstica

Através de um vídeo da Dona Maria Alves, moradora da cidade, clamando por uma oportunidade para as mulheres se profissionalizarem. O vídeo rodou e chegou nas mãos do Bill que movimentou os amigos e amigas em busca de apoio e conseguiu reunir um bom time para esse projeto.

Um “projeto-piloto” em formato de oficinas leva às mulheres da cidade um curso de “Panetone e Biscoitos Natalinos” tudo inteiramente gratuito. É a oportunidade que faltava para dá a volta e criar uma nova história.

Me chamo Maria Alves, tenho 54 anos, tenho três filhos, moro no Riacho Fundo 2.  “Assim, então; hoje vejo uma oportunidade muito boa neste curso muito proveitoso para gente quem puder fazer faça que é uma autonomia e uma independência financeira que você vai conseguir.”

Com certeza muito feliz e gratificada pelas, as pessoas e por vocês terem me ouvido e pelo, o Bill ter se interessado, eu sempre cobro, e cobro para as pessoas, nós temos que ter um curso profissionalizante e que não seja de crochê, porque o crochê é pra quem está aposentado.  Então, esse curso pra gente vai ser de grande aproveitamento e vai ser muito bom. Conclui Maria Alves.

Prevenção

Para especialista “trabalho” é o recomeço para mulheres vítimas de violência. Por isso, para a mulher poder sair desse ciclo de violência doméstica, é preciso dar a ela independência psicológica e principalmente, econômica.

Pensando nisso que a ONG Fênix Brasil e o Instituto Umanizzare – DF uniram-se com uma só missão “qualificação” para mulheres vítimas de violência doméstica e que sofrem abusos ou que tenham os seus direitos violados.

Este curso tem como objetivo oferecer um aprendizado e uma nova profissão para quem já não tem mais forças para lutar: e olhar; lutar em todos os sentidos.

Não são raros os acontecidos de violência contra a mulher em Brasília os casos são cada vez mais cotidianos e o estado tenta fazer a sua parte, mas ainda não é o suficiente as sequelas são para a vida e causa cicatrizes no espirito e na alma. Traumas, medo e fantasmas que a pessoa “vítima” leva para a vida! A violência se traduz na pele, nas lágrimas, sangue, no corpo e na alma.

Eu me chamo Sônia, tenho 53 anos, moro na Ceilândia Norte, participo do Instituto Umanizarre é um instituto que cuida de mulheres vítimas de violência doméstica. “E eu vim fazer o curso aqui através da Delegada Grace ela postou e assim ela sempre incentiva a gente a fazer cursos.”

A Dona de casa Sônia está feliz da vida com essa oportunidade: “Aí eu vi num grupo e ai eu vi fazer aqui, e assim, estou adorando fazer o curso foi muito bom hoje, bem produtivo e, assim através deste curso abrir portas para poder trabalhar com empreendedorismo para poder trabalhar por conta própria, pra mim, foi uma maravilha; show, risos.”

Para esta parcela da sociedade tem mulheres  empoderadas, fortes, inteligentes que também estão lutando ao seu lado é o caso da juíza Dra. Fabriziane Zapata, Dra. Liz Elainne de Silvério, e da Dra. Grace, Delegada de polícia do DF, apoiadora incondicional, ou seja, são mulheres empoderadas dando a mão a também mulheres; só que estás em momentos de fragilidades de sua vida!

“O empoderamento feminino não se resume a participação na política vai muito além disso, essa união de mulheres que pode mudar a vida de outras mulheres é fantástica é a sororidade por isso estamos juntas neste propósito”. Ressalta Luciene Alves presidente da ONG | Fênix Brasil.

As oficinas

As oficinas, hora mencionadas já foram desenvolvidas com muito êxito em São Sebastião, Cidade Estrutural e Sol nascente, Samambaia e Recanto das Emas.

Promover educação, capacitação e desenvolvimento profissional para as mulheres e assim, enfrentar um dos mais graves problemas para a maioria da população o desemprego e a falta de uma profissão.

Neste contexto as oficinas se apresentam como uma opção de mudança de vida para estas mulheres.

Em 2019, diferentes formas de violência contra as mulheres estampam as páginas dos mais variados veículos de comunicação. “A falta de vontade política para resolver os problemas ainda é uma delas”. Mas as histórias estão sendo contadas com vários capítulos; muitos com sangue, outros como uma nova história de vida.

“Estas ações visam cumprir metas, e sobretudo, produzir avanços qualitativos almejados para estas mulheres, elas mudam e toda a sociedade ganham com estas mudanças” lembra Wallace Bill que faz parte do Conselho Tutelar do Riacho Fundo.

Começando do zero: tudo que é produzido nas oficinas e dividido para os participantes para que eles possam dar início as vendas, ganhar dinheiro e começar seu próprio negócio.

Inscrições

Serão 4 encontros aos sábados. As inscrições para as próximas turmas serão feitas no local. Quadra 14E, Conjunto 08, casa 19. Riacho Fundo 2. Brasília – DF. Informações: 99254-6605 ou 99214-423. As oficinas são gratuitas.

 

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Maduro diz que dolarização da economia da Venezuela é “válvula de escape”

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse no domingo que as transações em dólares, que têm crescido nos últimos meses, são uma “válvula de escape” que pode ajudar o país a atravessar a crise econômica, em meio às sanções norte-americanas que visam tirá-lo do poder.

O bolívar, a moeda oficial venezuelana, se depreciou mais de 90% neste ano, e a hiperinflação dos primeiros nove meses do ano chegou a 4.680%, de acordo com o Banco Central.

A espiral inflacionária abateu o poder de compra do salário mínimo, que juntamente com a ajuda alimentar é equivalente a cerca de 10 dólares por mês.“Não vejo como uma coisa ruim… este processo que eles chamam de ‘dolarização’”, disse Maduro em uma entrevista transmitida pelo canal Televen. “Ele pode ajudar a recuperação do país, a disseminação de forças produtivas no país, e a economia… graças a Deus que ele existe”, disse o líder socialista.

Maduro, que ao menos até 2018 proibiu o uso do dólar, acrescentou que, embora ainda esteja estudando transações na moeda norte-americana, que cresceram nos últimos meses, o bolívar continuará a circular como moeda oficial.

Desde 2003, a taxa oficial de câmbio vem sendo estabelecida pelo Banco Central, mas vem se tornando cada vez mais flexível.

“A Venezuela sempre terá sua moeda… sempre teremos o bolívar e o recuperaremos e o defenderemos”, afirmou Maduro em uma entrevista concedida a José Vicente Rangel, político de esquerda e vice-presidente durante o governo de Hugo Chávez.

Cada vez mais pressionado pelas rígidas sanções dos EUA, o Banco Central começou a injetar euros na economia. O governo e a estatal petroleira PDVSA até começaram a pagar fornecedores com a moeda europeia.

Moedas estrangeiras entram na economia do país-membro da Opep em grande parte graças à venda de alguns carregamento de petróleo cru e ouro.

O líder opositor Juan Guaidó reagiu aos comentários de Maduro sobre a dolarização em uma coletiva de imprensa na noite de domingo, dizendo que Maduro admitiu outra derrota.

“O fracasso de Miraflores, reconhecido hoje, é que o país está dolarizado… ele reconhece que nossa moeda nem sequer tem mais valor”, disse Guaidó.

Sediada em Caracas, a consultoria Ecoanalitica estimou recentemente que 53,8% das transações da primeira quinzena de outubro foram realizadas em dólares, segundo uma amostra das sete maiores cidades venezuelanas.

Política do Cerado com informações da agência Reuters

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Telma Rufino se despede em plenário; o titular Fernando Fernandes retoma o mandato

A deputada Telma Rufino (Pros) anunciou, na sessão ordinária desta terça-feira (12), o retorno do titular Fernando Fernandes (Pros), licenciado desde o começo do ano para comandar a Administração Regional de Ceilândia. A distrital informou, ainda, que deverá assumir a Administração Regional de Arniqueira, a mais nova região administrativa do Distrito Federal.

Rufino agradeceu o apoio e o acolhimento dos colegas parlamentares e brincou: “Espero continuar contando com a colaboração de vocês e com emendas parlamentares para a RA”. Dirigindo-se à distrital, o deputado Agaciel Maia (PL) respondeu: “Pode deixar que vamos encher de dinheiro a Arniqueira”. Já o deputado Chico Vigilante (PT) afirmou que a suplente vai fazer “uma falta danada”.

Politica do Cerrado com informações da CLDF

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Câmara aprova serviço voluntário para agentes socioeducativos

Servidores da carreira socioeducativa do Distrito Federal comemoraram, na galeria do plenário da Câmara Legislativa, a aprovação nesta terça-feira (12) do projeto de lei que cria o serviço voluntário – de natureza indenizatória e eventual – dos profissionais da área (PL nº 745/2019). O objetivo da proposta, de autoria do governo, é contornar os efeitos da falta de efetivo nas unidades de internação.

Para viabilizar a medida, os distritais aprovaram, ainda, o PL nº 663/2019, que altera a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2019, de forma a incluir autorização para o incremento de despesas para implementar a Gratificação de Serviço Voluntário na Secretaria de Justiça e Cidadania do DF. Ambos os projetos foram aprovados, com emendas, em primeiro e segundo turnos e agora vão à sanção do governador Ibaneis Rocha.

A aprovação das matérias foi comemorada por diversos parlamentares em plenário. Relator do PL nº 663/2019 na Comissão de Economia, Orçamento e Finanças (CEOF), o deputado Agaciel Maia (PL) disse ser um prazer votar por “uma categoria necessária e necessitada”. Já o líder do governo na Casa, Cláudio Abrantes (PDT), elogiou a “soma de esforços” para a aprovação das propostas e destacou, em especial, o empenho do deputado Reginaldo Sardinha (Avante). Por sua vez, Sardinha agradeceu ao GDF, “que foi sensível às demandas do socioeducativo”.

Também do Buriti, duas proposições que tratam da recategorização de parques ecológicos no DF foram votadas nesta tarde. Com a tramitação concluída, o projeto de lei nº 656/2019 e o projeto de lei complementar nº 16/2019 seguem para a sanção do governador.

Política do Cerrado com informações da Câmara Legislativa

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Mais uma rodada de reunião do Grupo de trabalho para a construção da nova Feira

Ano novo feira nova: mais um passo em busca da construção da tão sonhada feira permanente.

O CLP – conselho local de planejamento formado por líderes e prefeitura comunitários local participaram nesta sexta-feira, 08, do segundo de uma série de encontros que visa orientações sobre as medidas que serão estabelecidas pelo governo para a construção da feira permanente do Recanto das Emas – DF. Todos saíram confiantes e muito esperançosos com o que foi dito em reunião.

A ação conta com o apoio do presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, deputado distrital Rafael Prudente (MDB), que por meio de seu representante Bispo Adevair Silva participou da reunião que contou ainda com a presença  do CLP – conselho local de planejamento do Recanto formado por lideranças comunitárias, prefeitos comunitários e o presidente da associação de feira senhor Guilherme da Luz Joaquim.

Mais uma rodada de reunião do Grupo de trabalho para a construção da nova Feira.jpgRecebidos pelo o senhor Candido Teles de Araujo – Diretor Presidente da Novacap na oportunidade, foi protocolado a ata da “audiência pública” que aconteceu no dia 12/ 09, no Auditório da Regional de Ensino do Recanto das Emas – DF, com a pauta: construção da feira. A audiência pública lotou o auditório e mostrou o interesse público e caráter social do pedido.

A surpresa da reunião foi a emenda que está aguardando o desbloqueio. O projeto conta com uma emenda ao orçamento do DF para ser executada já no próximo ano no valor de R$ 400 mil reais para dar iniciou a obra da feira na quadra 300.

O chefe da Novacap, destacou que o pedido é uma das prioridades da pasta e está na agenda governamental.

Recanto das Emas audiência pública-1

Já um dos membros do CLP senhor Reinado Ribeiro de Sousa, ressalta que “É importante que todos participem porque o que nós queremos é a construção da feira que vai beneficiar diretamente centenas de famílias e indiretamente movimentar o comércio local da nossa cidade, gerando e emprego e renda”, afirmou Reinaldo.

Para o membro do CLP do Recanto das Emas – DF, Elias Rodrigues dos Santos, a medida é muito importante sobretudo para quem está em busca de emprego, Acredito que o apoio tem o poder de mobilizar e coroar todo o trabalho que vem sendo desenvolvido pela população em busca de melhorias, assim como, indicar novas perspectivas de construção e contribuição para a nossa cidade com a nova Feira”. Diz Elias.

Estamos acompanhando de perto as novidades sobre essa agenda de interesse público!

 

 

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“Não dê munição a canalha”, diz Bolsonaro sem citar Lula nominalmente

O presidente Jair Bolsonaro deu neste sábado a primeira declaração sobre a soltura, na véspera, do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pedindo, sem citar o petista nominalmente, que seus apoiadores não dêem “munição ao canalha, que momentaneamente está livre, mas carregado de culpa”.

A publicação do presidente, em sua conta no Twitter, foi acompanhada do vídeo do discurso que deu na véspera, no qual disse que o fato de o ministro da Justiça, Sergio Moro, ter cumprido bem sua missão como juiz permitiu que ele chegasse à Presidência.

Quando responsável pelos processos da operação Lava Jato na primeira instância em Curitiba, Moro condenou Lula no caso do tríplex no Guarujá (SP), por conta do qual o petista ficou 580 dias preso.

“Amantes da liberdade e do bem, somos a maioria. Não podemos cometer erros. Sem um norte e um comando, mesmo a melhor tropa se torna um bando que atira para todos os lados, inclusive nos amigos. Não dê munição ao canalha, que momentaneamente está livre, mas carregado de culpa”, escreveu Bolsonaro na rede social.

Na sexta, Lula deixou a sede da Polícia Federal em Curitiba, onde estava preso desde abril do ano passado, cumprindo pena de 8 anos e 10 meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Ele foi beneficiado pela decisão tomada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), na quinta-feira, por 6 votos a 5, que determinou que a pena de prisão só pode começar a ser cumprida após esgotados todos os recursos, o chamado trânsito em julgado.

Política do Cerrado com informações da Reuters

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Festa no sindicato, pronunciamento, protestos: o que esperar do 1º sábado de Lula fora da prisão

O sábado (9) será de comemorações para os apoiadores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que foi libertado na sexta (8) da carceragem da Polícia Federal em Curitiba após 19 meses na prisão — e de protestos para seus opositores.

Lula estava preso desde abril de 2018 após ser condenado em segunda instância pelo Tribunal Regional Federal de Curitiba por corrupção no caso do tríplex no Guarujá. O ex-presidente diz que é inocente e que sofre perseguição política.

Após a decisão do Supremo Tribunal Federal pelo fim da prisão após condenação em 2ª instância, Lula foi libertado na sexta (8).

Ao sair da prisão, o ex-presidente foi recebido por aliados e apoiadores em um ato em frente à carceragem da Polícia Federal (PF) em Curitiba, onde fez um discurso.

Ele agradeceu aos apoiadores, disse que pretende percorrer o Brasil, criticou o presidente Jair Bolsonaro e afirmou que sai da prisão sem ódio.

“Aos 74 anos, meu coração só tem espaço pra amor”, disse.

Mas a grande festa de comemoração do PT e de movimentos que apoiam Lula será neste sábado, em São Bernardo do Campo, na região metropolitana de São Paulo, cidade onde o ex-presidente vai voltar a morar.

O evento será na sede Sindicato dos Metalúrgicos dos ABC, berço político do ex-presidente e local onde ele foi preso pela PF em 2018.

O PT, o sindicado e o MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) estão mobilizando a militância desde sexta para estar no local a partir das 10h no sábado, mas a festa oficial começa ao meio-dia.

O objetivo do PT é concentrar toda a mobilização no local para receber o ex-presidente.

Lula, que deve chegar em São Paulo na manhã de sábado, deve fazer um pronunciamento na comemoração por volta das 14h.

No sindicato, Lula também se reunirá com políticos e alidos que não estavam na sua recepção na saída da carceragem em Curitiba.

O ato foi organizado rapidamente nos últimos dois dias: o partido não tinha um planejamento antecipado na semana passada porque aliados do ex-presidente acreditavam que sua soltura poderá levar alguns dias mesmo após a decisão favorável do Supremo.

A logística está sendo organizada pelo sindicato, incluindo a segurança.

Protesto

Citado por Lula em seu discurso na sexta, o presidente Jair Bolsonaro não comentou nem a decisão do STF que abriu espaço para a soltura de Lula, nem a liberação do ex-presidente em si.

Outros opositores do petista, no entanto, reagiram à notícia de sua soltura e marcaram protestos contra o ex-presidente e contra a decisão do Supremo.

Os grupos políticos de direita Movimento Brasil Livre (MBL) e Vem para a Rua marcaram um ato contra a decisão do STF às 16h em Brasília, em frente ao Congresso Nacional.

Os dois movimentos também marcaram um protesto para o mesmo horário na avenida Paulista, em São Paulo.

Política do Cerrado com informações da BBC

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LULA QUER SE REUNIR COM CIRO GOMES

Petista avalia que há espaço para retomar diálogo. Um dos primeiros políticos com que Lula quer se sentar é Ciro Gomes.

O petista avalia que há espaço para que os dois façam as pazes.

Falta combinar com Ciro, que continua irado por não ter sido apoiado pelo PT no ano passsado.

 

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Ex-distrital Wasny de Roure vai oficializa a sua filiação ao PDT

O ex-parlamentar estava sem partido desde a última eleição, quando disputou uma vaga ao Senado pelo Partido dos Trabalhadores (PT)

Afastado do cenário político desde a última eleição, quando perdeu a corrida ao Senado, o ex-distrital Wasny de Roure, decidiu, agora, filiar-se ao Partido Democrático Trabalhista (PDT).

No próximo dia 12/11, às 19h, na sede nacional do PDT ocorrerá o Ato de Filiação de Wasny de Roure.

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ARTIGO | LULA NACIONAL NÃO FAZ JUS AO INTERNACIONAL

ARTIGO | LULA NACIONAL NÃO FAZ JUS AO INTERNACIONAL

Homenagem do vencedor da eleição argentina renova a força do ex-presidente, que por aqui insiste no isolamento do PT

Luiz Inácio Lula da Silva completou 74 anos no domingo 27. É o segundo aniversário passado na cadeia. Se é possível ficar contente numa situação dessas, ele ganhou de presente as mensagens de “Lula libre” vindas de Alberto Fernández, que se elegeu presidente argentino no mesmo dia, e da multidão que acompanhou o discurso da vitória. Ao menos por um momento, foi renovada a força de Lula como líder latino-americano e personalidade internacional.

Amargo contraponto surgiu na segunda 28, em reportagem publicada por O Globo . Noticiou-se o desejo do ex-presidente que o PT tenha candidatos próprios em 2020. Se a vontade dele vingar, jogará por terra as articulações visando à formação de frentes de esquerda nas quais o partido cederia a cabeça de chapa. No Rio de Janeiro, por exemplo, a Marcelo Freixo (PSOL); em Porto Alegre, a Manuela D’Ávila (PCdoB); em Belém, a Edmilson Rodrigues (PSOL).

Este Lula que age como dono do PT – como sempre agiu – é o mesmo que insiste em ter à frente da legenda a deputada federal Gleisi Hoffmann. Longe de ser uma figura perspicaz, ela comete desatinos como ir à nova posse do antidemocrático presidente venezuelano, Nicolás Maduro. Inábil, coleciona desafetos no próprio partido. Parece ter como missão cumprir as ordens de Lula sejam elas quais forem.

Ainda de acordo com a reportagem de O Globo , Lula sugere como candidata no Rio a deputada federal Benedita da Silva. Quem vive na cidade sabe que a chance de ela conquistar um cargo majoritário é zero.

Para São Paulo, cogita o retorno de Marta Suplicy ao partido, o que é, no mínimo, constrangedor, para não dizer vergonhoso. Seu comportamento anti-PT nos últimos anos não contribui para que a perseverante militância petista se comova com seu nome – embora ela permaneça popular na periferia em função da sua gestão como prefeita (2001 a 2004), quando ainda era do PT.

Sempre se diz com razão que Lula é um pragmático. Aprendeu cedo, como líder sindical, que não se devem fechar os canais de negociação. Na política, já pediu apoio a Paulo Maluf, trabalhou fortemente pela aliança com o PMDB – e este traiu Dilma Rousseff na trama do impeachment – e submeteu ideais a conquistas reais.

Lula libre.jpg

Como já disse o insuspeito Aécio Neves, Lula é um mito. O clamor por sua liberdade que chegou do país vizinho – e que chega de outros lugares do planeta – poderia lembrá-lo disso e fazê-lo entusiasta, fiador e até protagonista de uma frente de esquerda. Forçar o isolamento do PT não deve ajudar a reduzir o antipetismo, que é muito forte.

Ainda assim, o ex-presidente terminou grande o dia 28. Não por méritos próprios, mas porque Jair Bolsonaro caprichou em sua pequeneza, conferindo a Lula, por contraste, um sólido perfil de estadista.

O atual presidente – e seu sinistro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo – rasgou mais uma vez os princípios básicos da diplomacia e se recusou a saudar Alberto Fernández. Enquanto isso, Mauricio Macri cumprimentava aquele que o derrotou e prometia uma transição amigável.

Bolsonaro e o sinistro também usaram as redes sociais para apontar Fernández e a vice (e ex-presidente) Cristina Kirchner como inimigos da liberdade e simpáticos a ditaduras. Tudo isso enquanto fazem um tour por China, Emirados Árabes, Qatar e Arábia Saudita, países que têm orgulho de desconhecer o significado de democracia. A viagem tem objetivos comerciais. As boas relações com Argentina também são importantes para a economia brasileira.

Para Lula, não deveria bastar se sentir grande só porque o atual governo é torpe. Embora revoltado por continuar preso mesmo após vir à tona o que a força-tarefa da Lava Jato e Sergio Moro tramaram contra ele, precisa estar à altura da estatura que parte do mundo lhe confere.

Politica do Cerrado com informações da Revista Época

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‘EDUARDO DEVERIA SER CASSADO, MAS A CÂMARA É FROUXA E VAI DAR PIZZA’, DIZ FROTA

Alexandre Frota defendeu a cassação do mandato de Eduardo Bolsonaro após o Zero Três defender o retorno do Ato Institucional nº 5.

Disse Frota, ex-fiel aliado de Jair Bolsonaro: “O Eduardo deveria ser cassado, porque atentou contra a democracia.Mas como temos uma Câmara frouxa, sem vergonha na cara, é óbvio que vai dar pizza. Nada que uns bons cargos em autarquias e secretarias, umas boas liberações de verbas, não resolvam. Sempre tem um jeitinho”. 

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Combo Guedes: cenário político para o Brasil

Combo Guedes
O anúncio previsto para esta semana de uma série de medidas que mexem com o orçamento e com a administração pública manterá a economia em evidência.

Às vésperas de mais um movimento ousado, o Planalto e o Ministério da Economia trabalharam bem: praticamente todos os públicos foram mobilizados nos últimos dias.

A inquietação típica de momentos como esse é sempre útil para quem detém a estratégia porque 1) aguça a curiosidade geral, 2) ocupa os críticos, 3) ajuda a blindar o discurso e 4) catalisa apoios inesperados.

As propostas (aquilo que se sabe delas!) nem bem estão fechadas e já contam com a simpatia de quase todos os atores relevantes no processo.

No imaginário coletivo, o entendimento médio é de que o que está por vir será positivo para o país.

A poucos meses do fim do ano, o governo entende que ter as expectativas calibradas é fundamental para que 2020 não fuja tanto do roteiro previsto.

E é importante também para que o clima pós-Previdência siga abrindo janelas para novos combos.

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A população comemora os 30 anos de Samambaia

Moradores declaram amor por Samambaia no aniversário de 30 anos da região. A Cidade comemora 30 anos em pleno crescimento. Moradores declaram o carinho à região administrativa.

Samambaia foi oficializada como região administrativa do DF em 25 de outubro de 1989 e recebeu esse nome em homenagem ao córrego homônimo que corta a localidade. Contudo, o projeto urbanístico da cidade data de 11 anos antes, de 1978 e, já em 1985, os primeiros moradores começaram a viver na área.

De acordo com pesquisa da Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan), atualmente, a RA abriga cerca de 193 mil habitantes. Situada perto de localidades bastante populosas, como Taguatinga, Ceilândia, Recanto das Emas e Riacho Fundo, Samambaia está em processo de crescente desenvolvimento socioeconômico.

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Queiroz orienta interlocutor a conseguir emprego no Congresso: “20 continho caía bem”

Mesmo exonerado do cargo de assessor de Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz continua sendo consultado sobre nomeações no legislativo. Em um áudio divulgado nesta quinta-feira (24) pelo jornal O Globo, o ex-policial militar explica a um interlocutor como conseguir um emprego no Congresso.

“Tem mais de 500 cargo lá, na Câmara, no Senado, pode indicar para qualquer comissão, alguma coisa, sem vincular a eles em nada, em nada. 20 continho pra gente ai caia bem”, afirma.

Queiroz trabalhou para Flávio Bolsonaro de 2007 e 2018, na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro. Ele é  investigado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro por suspeita de rachadinha – prática em que o funcionário devolve parte do salário.

No áudio enviado por WhatsApp em junho deste ano, Queiroz afirma que deputados e senadores fazem fila na frente do gabinete do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), o que facilitaria nomeações sem vinculação ao filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL)

“Não precisa vincular a um nome. Chega lá e, pô cara, o gabinete do Flávio faz fila de deputados e senadores, o pessoal pra conversar com ele, faz fila… É só chegar ‘nomeia fulano ai pra trabalhar contigo ai’. Salariozinho bom desse aí para a gente que é pai de família, cai igual uma uva”, disse.

Procurado pelo Globo, Queiroz admitiu, em nota, que mantém a influência por ter “contribuído de forma significativa na campanha de diversos políticos no Estado do Rio de Janeiro”. Já Flávio Bolsonaro disse que não aceitou nenhuma indicação de Queiroz. Ele afirmou também que não mantem relação com o ex-assessor.

Flávio responde

Por nota, o advogado Frederick Wassef que atua na defesa do senador afirmou que “não é verdade e não procede o que está sendo alegado na suposta gravação que não sei se é Fabrício Queiroz quem  fala ou outra pessoa”. Além disso, segundo ele, “Fabricio Queiroz e Flávio Bolsonaro jamais se encontraram desde o ano passado.  Nunca mais se viram ou se falaram. Jamais neste período, não existe, neste período, qualquer indicação de aproximação ou trabalho de Fabricio Queiroz para Flávio”. Wassef diz que “a gravação deveria passar por perícia da Polícia Federal para garantir sua autenticidade, a comprovação de que é Fabrício Queiroz e que não houve edição ou retirada de contexto da referida gravação”.

Fabrício Queiroz responde

Por nota, o ex-assessor  disse que “vê com naturalidade o fato dele ser uma pessoa que ainda detenha algum capital político, uma vez que nunca cometeu qualquer crime, tendo contribuído de forma significativa na campanha de diversos políticos no Estado do Rio de Janeiro”. Desse modo, “a indicação de eventuais assessores não constitui qualquer ilícito ou algo imoral, já que, repita -se, Fabrício Queiroz jamais cometeu qualquer ato criminoso”.

Politica do cerrado com informações do jornal O Globo

 

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Bolsonaro confirma indicação de Foster para embaixada em Washington

O presidente Jair Bolsonaro confirmou nesta quinta-feira a indicação de Nestor Foster para a embaixada brasileira em Washington, no lugar de seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), e sinalizou que o pedido de agrèment deve ser encaminhado ao governo dos Estados Unidos nos próximos dias.

“Por aqui mesmo a gente já pede o agrèment e formaliza”, disse Bolsonaro a jornalistas na partida de Tóquio a caminho de Pequim, a próxima parada de sua viagem pela Ásia e o Oriente Médio. “É uma pessoa bem-quista, é um quadro exemplar, tem tudo para dar certo”.

Foster é hoje o encarregado de negócios da embaixada em Washington e era o nome mais cotado para ocupar o posto até a decisão do presidente de indicar o filho, em julho deste ano. Eduardo, no entanto, desistiu da posição em meio a uma crise dentro de seu partido, o PSL.

Amigo do chanceler Ernesto Araújo e ligado a Olavo de Carvalho, Foster segue os padrões conservadores impostos pelo governo Bolsonaro, mas não tem experiência como chefe de embaixadas. Foi promovido a ministro de primeira classe —equivalente a embaixador— apenas em junho deste ano, justamente em preparação para ser indicado para a posição em Washington.

Eduardo Bolsonaro anunciou sua desistência do posto esta semana, depois de ter eclodido a crise no PSL, em que terminou assumindo a liderança da bancada na Câmara em uma manobra do grupo bolsonarista do partido.

O deputado, no entanto, não tinha votos suficientes no Senado para ter a nomeação aprovada. Desde que foi indicado pelo presidente, em julho, Eduardo e o Planalto faziam lobby por seu nome, mas o governo nunca chegou a ter garantia de que seria aprovado — tanto que a mensagem oficial com a indicação nunca chegou a ser enviada ao Senado.

O Brasil está sem embaixador em Washington desde abril, quando Sérgio Amaral, indicado ainda no governo Temer, foi retirado do posto por ordem de Bolsonaro.

CHINA “CAPITALISTA”

Na sequência da viagem em que ficará 10 dias fora do Brasil, Bolsonaro chegou a Pequim com a intenção de atrair investimentos chineses para o Brasil e refazer a imagem na relação com o país, a quem acusou, durante a campanha, de querer “comprar o Brasil”.

Na chegada, em conversa com jornalistas, foi perguntado qual sua resposta para quem diz que ele estaria visitando um país comunista, sistema político que tanto critica.

“Estou em um país capitalista”, disse.

Bolsonaro afirmou que fará o possível para o desenvolvimento do Brasil e comentou a necessidade de se fazer privatizações, para as quais o Brasil quer atrair investimentos chineses.

“Arrebentaram com as estatais, conseguiram quase quebrar uma petroleira. Então estamos em uma situação que não temos alternativa. O sistema energético não temos suficiente para que ele não entre num colapso brevemente. Então tem certas coisas que tem que se adaptar à realidade. Não é o que você quer, é o que tem que ser feito”, disse.

Na China, o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, responsável pelo Programa de Parcerias em Investimentos (PPI), se juntou à comitiva presidencial e teve um encontro com a State Grid, empresa chinesa de energia, além de uma sequência de encontros nas áreas de portos, mineração, ferrovias, rodovias, óleo e gás e usinas hidrelétricas.

Política do Cerrado com informação da reuters

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Brasil registra déficit de US$3,487 bi nas transações correntes em setembro

O Brasil teve déficit em transações correntes de 3,487 bilhões de dólares em setembro, somando em 12 meses um saldo negativo equivalente a 2,05 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), divulgou o Banco Central nesta quinta-feira. O dado veio pouco melhor que a expectativa de déficit de 3,95 bilhões de dólares em pesquisa da Reuters com analistas. No mês, os investimentos diretos no país (IDP) somaram 6,306 bilhões de dólares, acima da projeção de analistas de 4,2 bilhões de dólares.

Politica do Cerrado com informações da Reuters

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Santa Luzia: moradores ganham chafariz depois de muitas idas e vindas

Moradores do bairro Santa Luzia na Cidade Estrutural, receberam um dos dois chafarizes previstos para o bairro.

Os moradores do Bananal no Santa Luzia receberam nesta semana um chafariz para suprir a falta de água para os moradores que estão em área irregular. É uma grande caixa D´Água fornecida pala a Caesb e que será abastecida por um caminhão pipa. A caixa “chafariz” tem várias torneiras para que a população possa pegar água a qualquer momento.

A comemoração foi imediata e logo abriu-se novas frentes de diálogos com a administração pública em relação as péssimas condições de vida da população.

Os moradores aproveitam a ida ao chafariz das muitas vezes que buscam água, para conversar um pouco uns com os outros sobre essa situação de calamidade pública em que vivem atualmente mais de 10 mil pessoas (números não oficiais).

O Bairro enfrenta muitos outros problemas como a insegurança, transporte, saúde e principalmente a educação que está cada vez mais distante desse pessoal.

Jogados a própria sorte em um lugar onde a única opção é permanecer e lutar para que a ocupação seja regulamentada pelo o GDF.

Viver nesta situação é ainda pior diz um morador do bairro, que explica: só viver está nesta situação devido ao desinteresse do estado em regularizar a área. “Não somos invasores, não invadimos o que é nosso, sou brasileiro e faço parte na nação, por tanto não me considero um invasor, estou ocupando um pedaço de terra para a minha família,” diz Erinaldo Serpa.

Leia também: População das 800 do Recanto das Emas apelam ao governador Ibaneis por transporte digno e de qualidade

Em entrevista a um jornal de grande circulação o vice-governador Paco Britto (Avante) disse, que o GDF não vai permitir a instalação de ocupações irregulares no território brasiliense. “Novas invasões serão combatidas”, assegurou, ao ser questionado pelo Metrópoles sobre ação do DF Legal no bairro de Santa Luzia, na Estrutural, com derrubada de barracos.

O fato é que algo melhorou com a água potável, mas os demais problemas estão evidentes a olho nu.  A população juntamente como o presidente da associação de moradores está incansável em busca de solução para os problemas, mas se deparam com muitas promessas e pouca efetividade.

“Tratados que nem cachorro” e como se sente a população moradora do bairro que fica a 6 quilômetros do centro de Brasília capital do poder politico do país.

 

Destaque

População das 800 do Recanto das Emas apelam ao governador Ibaneis por transporte digno e de qualidade

No decimo mês de governo Ibaneis pouco se tem feito de fato para a população do Recanto das Emas.

Mas os esforços tem acontecido, umas das reivindicações que mais tem atormentado a vida de quem mora nas quadras 800 são os cortes em algumas linhas de ônibus e outras que não chegam até ao destino que os moradores gostariam.

A Administração do Recanto das Emas organizou na noite desta terça-feira (15) uma reunião sobre o transporte público com o intuito de ouvir as demandas da comunidade.

Após ouvir os moradores o ex-deputado Rôney Nemer mediou uma reunião nesta quarta-feira (16) sobre o transporte público do Recanto das Emas e Água Quente. O problema é velho e ao que se ver está próximo de uma solução.

Na pauta as péssimas condições de transporte público nas quadras 800 do Recanto das Emas – DF. E os ônibus (algumas linhas) que não chegam até ao final das quadras 802-803. Um ofício foi protocolado como as reivindicações.

Ainda no governo passado houve, reorganização das linhas para a otimização do serviço, ou melhor tentar, para evitar a sobreposição de viagens. Antes, 17 linhas atendiam cerca de 1,5 milhão de passageiros por dia. Agora são 10, mas a capacidade aumentou para 1,7 milhão de usuários. Isso porque, dos 50 coletivos que operam na região, 25 são articulados que podem transportar até 130 pessoas. Apesar das mudanças, nas quadras 800 não aconteceu como a população gostaria e é preciso promover mais melhorias no sistema para atendê-los.

E foi com esse intuito que moradores e representantes da comunidade das quadras 800 se reuniram com o Secretario de Executivo de Transporte o senhor Josias Seabra que se comprometeu a ajustar as linhas e resolver este que é um problema recorrente.

Mais transporte para águas quente e a situação das 800 de não chegar ao destino final.

Esse mesmo tema já tratado em audiência pública junto com a Administração do Recanto das Emas, Deputados, Conselhos comunitários (CLP), moradores e lideranças comunitárias das quadras 800, 801, 802, 803, 804, 805, 600 e 400 com objetivo de discutir sobre melhorias no transporte coletivo da Cidade do Recanto das Emas- DF. Esse é mais um passo para a solução desse impasse que se arrasta há anos sem solução definitiva.

Leia também: Reino Unido e União Europeia chegam a um acordo sobre o Brexit

Atualmente:

De acordo com relatos de moradores!

A demanda do transporte público é precária, com excesso de passageiros, o tempo de espera gera em torno de até 3 horas, os ônibus não passam por dentro da quadra 803/802, não cumprem os horários,

negam-se deixar os passageiros nas suas paradas de ônibus, despejam as pessoas em qualquer lugar, os moradores são submetidos a pegarem 3 transportes para chegarem até ao seu trabalho, escolas, faculdades, e outras lugares.

Também os moradores exigem o desmembramento da passagem do transporte público por dentro do Riacho Fundo II, pois eles alegam que o transporte público já chega lotado na Cidade do Riacho II, e o tempo percorrido do transporte por dentro da Cidade é de 30 a 40 minutos demorando ainda mais o percurso da viagem.

Os moradores querem o transporte público já direto pela BR 001, e não mais por dentro do Riacho Fundo II, pois cada cidade já tem o seu ponto final de transporte coletivo.

Na última audiência pública da Câmara em Movimento no Recanto das Emas, realizada no dia 16/04/2019, a população solicitou uma AÇÃO CIVIL PÚBLICA, para denúncia as violações de direito coletivo por parte das 2 empresas de transporte do Recanto das Emas. E mesmo assim não cumpriram com o pedido dos moradores.

O que resta a população é aguardar o inicio dos projetos, pois eles sabem da necessidade dessas mudanças para melhorar a qualidade de vida da população.

Este é o ofício que foi protocolado como as reivindicações.

População das 800 do Recanto das Emas apelam ao governador Ibaneis por transporte digno e de qualidade

População das 800 do Recanto das Emas apelam ao governador Ibaneis por transporte digno e de qualidade (2)

 

 

Destaque

Reino Unido e União Europeia chegam a um acordo sobre o Brexit

Brexit (outro passo)

O primeiro-ministro britânico Boris Johnson e o presidente da Comissão Europeia Jean Claude Juncker foram às redes sociais logo cedo para anunciar que um acordo foi alcançado entre o Reino Unido e a UE sobre o brexit.

Ambos reforçaram mensagens que tentam passar a impressão de que a retirada será ordenada.

Os líderes indicaram que o acerto abre espaço para um bom relacionamento futuro e que há segurança jurídica para todos – sobretudo para os cidadãos e os negócios.

Representantes da União Europeia têm uma nova rodada de conversas hoje e amanhã em Bruxelas (Bélgica). Se o acordo passar por essa etapa será a vez de os Parlamentos se manifestarem. O próximo estágio é obter a aprovação no Parlamento britânico.

Justamente aí as tensões se renovam. O aval para a saída do bloco ainda é incerto porque políticos britânicos já se manifestaram contrários ao acerto anunciado hoje.

Alguns dos principais partidos da oposição nem bem esperaram o detalhamento para indicar que estão contra a proposta.

Uma votação está marcada para sábado (19). O prazo estabelecido para o brexit é até 31 de outubro.

Política do Cerrado com informação do IG.

Destaque

Bivar fala em ‘maldição do dinheiro’ e nega que vá punir deputados

Presidente do PSL diz que não vai usar Conselho de Ética contra dissidentes

BRASÍLIA — O presidente do PSL, Luciano Bivar (PE), negou que vá usar o Conselho de Ética do partido para punir os 19 deputados que manifestaram solidariedade a Jair Bolsonaro na semana passada. Segundo o líder do partido na Câmara, Delegado Waldir (GO), alguns deles já foram afastados de comissões e perderam cargos de assessores nas lideranças.

Bivar diz, ainda, que aceita a ideia de auditoria externa nas contas do partido, requisitada pelos advogados do presidente, Admar Gonzaga e Karina Kufa, e vai encontrar uma “empresa de grife” para o trabalho.

— Lá no PSL temos todos os controles possíveis e imagináveis e vamos fazer mais ainda. Estamos vendo se contratamos uma empresa de grife para ver se faz auditoria. Para mim é muito tranquilo essas coisas.

Leia  :  GDF fará pente-fino em programas sociais

O pernambucano diz ficar constrangido com a crise que se instaurou no partido e diz que a “maldição do dinheiro” chegou à sigla. Após eleger mais de 50 deputados, o PSL recebe R$ 8 mihões mensais em fundo partidário.

— Eu fico muito constrangido, porque tudo que eu não queria na vida era ter alguma contenda. Eu já tive muito problema na vida pela maldição do dinheiro. E eu nunca imaginei que chegasse no partido essa maldição. Sinto saudades da época que a gente era um partido (pequeno) que professava nossos ideais. Eu sou muito platônico, de ideias.

Politica do Cerrado com informações do O globo

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Distritais aprovam criação do Fundo do Trabalho do DF

Para tornar o GDF apto a receber recursos transferidos pela União por meio do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), foi aprovada pela Câmara Legislativa a criação do Fundo do Trabalho do Distrito Federal (FTDF). O projeto de lei nº 655/2019, enviado pelo Executivo para apreciação dos deputados distritais, estabelece ainda um Conselho de Trabalho, Emprego e Renda do Distrito Federal, para adaptar-se à legislação federal. A matéria, votada em segundo turno e redação final, segue para sanção do governador para virar lei.

Defensoria – Na sessão ordinária deliberativa desta terça-feira (8), também foi aprovada proposição de autoria da Defensoria Pública do DF que renomeia os cargos da carreira. O PL nº 654/2019, aprovado em segundo turno e redação final, estabelece 100 vagas para a classe especial, 100 para a intermediária e 40 para a inicial. A transformação, conforme a justificativa que acompanhou a matéria, estava prevista na legislação e facilitará as promoções. “Na atual sistemática, há integrantes da carreira que estão aguardando há mais de 11 onze anos, o que tende a desestimular a permanência na instituição”, diz o texto.

Templos – Os parlamentares ainda aprovaram, em segundo turno e redação final, o projeto de lei nº 198/2015, do deputado Delmasso (PRB), que institui o Cadastro de Templos Religiosos (CTR). A ideia é facilitar às entidades que aderirem ao CTR, o reconhecimento da isenção de tributos como o IPTU, IPVA, ITBI, Contribuição de Iluminação Pública (CIP) e Taxa de Limpeza Pública (TLP).

Veto total – O plenário da CLDF também derrubou o veto total do governador ao projeto de lei nº 370/2019, de autoria do deputado João Cardoso (Avante), que cria o Programa Distrital de Incentivo ao Ciclismo nas Unidades de Conservação. Os 16 deputados presentes à sessão no momento da votação da matéria posicionaram-se contra a manutenção do veto. O PL será promulgado e vai virar lei.

Politica do Cerrado com informações da Câmara Legislativa

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GDF fará pente-fino em programas sociais

GDF recadastrará 169 mil pessoas que recebem benefícios de programas sociais, como o DF sem Miséria e Bolsa Família, na capital. A ideia é rever os dados das famílias que contam com o apoio para evitar fraudes e pagamentos irregulares. Com isso, a expectativa é de que a atualização dos dados gere economia.

Para fazer o recadastramento, a Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes) publicou um edital de chamamento em busca de organizações da sociedade civil (OSC) interessadas em realizar as análises e as entrevistas. Ao todo, o recadastramento pode custar aos cofres do GDF R$ 6,1 milhões.

O edital, cuja versão atualizada foi publicada ontem no Diário Oficial do DF, prevê como valor de referência (teto) que a organização responsável receba R$ 36,40 por atualização de cadastro ou nova inscrição no Cadastro Único de Programas Sociais do Governo Federal.

 

Destaque

Por que a Lava-Jato era unanimidade e não é mais

E o foco de instabilidade na conjuntura estável. E um pouco de humor.

O sucesso da Operação Lava-Jato vinha sendo produto, antes de mais nada, da correlação de forças políticas extremamente favorável. Platitudes como “o povo não aceita mais a corrupção sistêmica”, ou “o eleitor quer virar a página da velha política” servem para brilhareco retórico, mas escondem o essencial. Sergio Moro et al só chegaram onde chegaram por reunir apoio político amplíssimo, inclusive entre potenciais acusados de corrupção e próceres da política tradicional. Inclusive no poder muito bem constituído.

A Lava-Jato na sua primeira etapa (2014-2018) era útil para amplos segmentos do poder, real ou na expectativa de. Servia para quem desejava apear o PT. Mas também para quem, no PT, gostaria de trocar a hegemonia. Servia ao PSDB, mas também para quem ali sonhava com destronar os tucanos ditos de alta plumagem. E servia muito a quem imaginava reforçar seu próprio cacife político ou comercial investindo na luta contra a corrupção. Era muita gente. E foi faca na manteiga.

E veio a ruptura de outubro de 2018. Só que não do jeito desejado pelo establishment que surfara na luta contra a corrupção, contra a política estabelecida e contra o governo do PT, nem sempre nesta ordem. A coalizão do impeachment tinha a hegemonia parlamentar da aliança PMDB-PSDB, coadjuvada pelo dito centrão e lastreada socialmente na elite do Sul-Sudeste. Mas em janeiro de 2019 quem subiu a rampa foi a aliança do bolsonarismo com Olavo de Carvalho e um amplo espectro de militares.

Essa assimetria é o principal foco de instabilidade numa conjuntura bastante estável. Note o leitor como as graves crises anunciadas passam sempre sem deixar rastro. A mais permanente, com episódios recorrentes, é a da “falta de articulação política”. Como se algum governo, qualquer um, conseguisse passar praticamente todo o seu programa econômico no Legislativo sem ter articulação política funcional. No popular, é o #mimimi da turma que ganhou, mas não levou.

Vêm daí também as teses de Jair Bolsonaro precisar “descer do palanque”, “livrar-se dos filhos”, “governar para todos”, “respeitar a autonomia das carreiras de Estado”. Como se o governante cioso de seu próprio pescoço em algum momento devesse deixar de falar aos eleitores dele, trocar os mais fiéis pelos menos fiéis, parar de enfraquecer os adversários, visíveis ou ainda escondidos, e deixar as corporações fazer o que dá na telha em defesa do poder, dos privilégios e interesses umbilicais delas.

De volta à Lava-Jato, o principal problema dela é não mais servir ao poder. Talvez a algumas expectativas frustradas de poder, mas não está sendo suficiente. O Poder (com maiúscula) nas três pontas da Praça dos Três Poderes precisa conter a Lava-Jato para conseguir governabilidade. E o pessoal que precisa dessa governabilidade para passar as mexidas legais do programa econômico liberal vitorioso nas urnas enxerga, cada vez mais, a operação como um estorvo. Agora, a ampla coalizão não é mais a favor, é contra.
O principal argumento dos defensores por aqui do impeachment (que lá ainda não é saída) de Donald Trump é que ele se associou a um governo estrangeiro para, a pretexto da necessidade de combater a corrupção, criar dificuldades políticas ao principal adversário dele na disputa pela Casa Branca em 2020.

Pedir coerência na política é amadorismo. Mas pelo menos rir ainda não está proibido. Só rindo mesmo.

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Eleições para o Conselho Tutelar tornam-se o novo campo de batalha do Brasil polarizado

Pleito deste domingo coloca católicos e evangélicos em disputa para ocupar organismo de apoio a políticas sobre juventude. Veja como participar da votação que é aberta a todos os eleitores do país

O Brasil mal saiu de umas conturbadas eleições gerais e já vive, neste ano, outra campanha eleitoral igualmente polarizada: a dos Conselhos Tutelares, organismos presentes em praticamente todas as cidades brasileiras e responsáveis por zelar pela proteção de crianças e adolescentes. Neste domingo, 6 de outubro, de 8h às 17h, pessoas a partir de 16 anos com título de eleitor e em situação regular com a Justiça Eleitoral poderão escolher até cinco candidatos do conselho mais próximo de sua residência. A lei que criou o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) prevê que a escolha de novos conselheiros, que possuem mandato de quatro anos, devem acontecer simultaneamente em todos os municípios do país um ano depois do comício presidencial. As eleições são abertas a todos os eleitores, mas o voto não é obrigatório.

A particularidade de 2019 é que a polarização da disputa eleitoral do ano passado se repete, agora com o componente religioso ainda mais forte. Como o voto é facultativo, organizações e sobretudo igrejas se esforçam para engajar eleitores no dia da votação. Os assentos nos conselhos — cada um deve possuir cinco membros — estão sendo ferozmente disputados por católicos e evangélicos, que desejam influenciar nas políticas voltadas para crianças e adolescentes, conforme relatou a BBC Brasil. Temas como ideologia de gênero e sexualidade nas escolas permeiam as redes sociais, onde os candidatos nem sempre abordam questões que estão relacionadas a atuação dos conselheiros. Para que fique claro, entre as atribuições do Conselho Tutelar estão:

  •  atender e aconselhar os pais ou responsável;
  • requisitar serviços públicos nas áreas de saúde, educação, serviço social, previdência, trabalho e segurança;
  • representar junto à autoridade judiciária nos casos de descumprimento injustificado de suas deliberações.
  • encaminhar ao Ministério Público notícia de fato que constitua infração administrativa ou penal contra os direitos da criança ou adolescente;
  • encaminhar à autoridade judiciária os casos de sua competência;
  • requisitar certidões de nascimento e de óbito de criança ou adolescente quando necessário;
  • assessorar o Poder Executivo local na elaboração da proposta orçamentária para planos e programas de atendimento dos direitos da criança e do adolescente;
  • representar, em nome da pessoa e da família, contra a violação dos direitos;
  • representar ao Ministério Público, para efeito das ações de perda ou suspensão do poder familiar, após esgotadas as possibilidades de manutenção da criança ou do adolescente junto à família natural.

A disputa entre católicos e evangélicos foi abraçada publicamente pelas instituições religiosas. A Arquidiocese de São Paulo, por exemplo, vem publicando várias notas incentivando a participação dos católicos nos conselhos tutelares. Na última, publicada no dia 4 de outubro no jornal O São Paulo, Sueli Camargo, que é coordenadora arquidiocesana da Pastoral do Menor, afirmou: “Quando nos ausentamos, deixamos espaço aberto para outras denominações religiosas, como os evangélicos, que estão presentes não só nos conselhos, mas em diversos campos da política e nem sempre estão preparados para ocupar esses cargos. É importante retomarmos essa participação enquanto Igreja, com o objetivo de promover a vida e garantir os direitos”.

Já a Igreja Universal do Reino de Deus, do bispo Edir Macedo, dono da TV Record, publicou em seu portal no dia 15 de setembro um texto intitulado Conselho Tutelar: é nosso dever participar. Nele, exortava seus fiéis a votar em candidatos religiosos: “É importante ter pessoas com valores e princípios e que, acima de tudo, tenham compromisso com Deus”.

Os evangélicos vêm tomando o espaço da Igreja Católica nas últimas décadas, o que ajuda a explicar a disputa entre os dois grupos nos Conselhos Tutelares — apesar de compartilharem visões similares sobre assuntos comportamentais. Hoje, evangélicos representam 30% dos 200 milhões de brasileiros, algo que se reflete no crescimento da bancada evangélica na Câmara dos Deputados. Após assumir, o presidente Jair Bolsonaro nomeou a pastora Damares Alves para o Ministério da Família dos Direitos Humanos, prometeu nomear um ministro do Supremo “terrivelmente evangélico” e foi a estrela principal da Marcha de Jesus em junho deste ano, entre outros acenos ao eleitorado evangélico, que foi importante para impulsionar sua candidatura. Em meio a essa disputa, eleitores laicos que sequer sabiam que podiam votar para os Conselhos Tutelares começaram a se mobilizar nas redes, espalhando listas com candidatos igualmente laicos e progressistas.

Onde e como votar

Cada cidade brasileira possui ao menos um Conselho Tutelar, composto por cinco membros eleitos. Os municípios podem definir o número de conselhos de acordo com seu tamanho e demanda. São Paulo, a localidade mais populosa do país, possui 52 conselhos tutelares com um total de 260 integrantes.

As eleições de domingo acontecerão de 8h às 17h. Cada município organiza o seu próprio pleito e cria regras próprias. As informações sobre os locais de votação devem ser buscadas nas prefeituras, nas secretarias municipais que tratam dos direitos de crianças e adolescentes, na Justiça Eleitoral e nas próprias sedes dos conselhos. São Paulo, por exemplo, concentrou todas as informações no site da Secretaria de Direitos Humanos e criou uma plataforma para que os eleitores consultem seu local de votação, a partir das informações contidas no título de eleitor. No Rio de Janeiro, as informações estão no site do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente. Os locais podem ser consultados nesta tabela.

Os interessados em votar precisam ter mais de 16 anos e estar regularizado com a Justiça Eleitoral, além de cadastrados nos tribunais regionais eleitorais até 14 de junho deste ano. O voto não é obrigatório. Caso decida exercer seu direito, o eleitor deverá apresentar título de eleitor e documento de identidade original com foto, ou o aplicativo e-título, da Justiça Eleitoral. Cada eleitor pode votar em até cinco candidatos para o conselho mais próximo de sua residência.

Um total de 30.000 conselheiros deverão ser eleitos nos 5.956 conselhos em funcionamento em todo o território nacional: 1.885 no Nordeste, 1.830 no Sudeste, 1.234 no Sul, 527 no Centro-Oeste e 480 no Norte, segundo o cadastro do Ministério da Mulher, da Família e dos direitos Humanos.

Os salários dos conselheiros devem ser definidos pelas Câmaras de Vereadores — são de aproximadamente 1.500 reais, segundo dados do antigo Ministério do Trabalho. Para ser candidato basta ter reconhecida a idoneidade moral, ter mais de 21 anos e residir na cidade que vai atuar. Há prefeituras que aplicam provas de redação, português e matemática antes da votação, com o objetivo de pré-selecionar os candidatos. Outras administrações exigem experiência na área de serviços sociais, tempo mínimo de moradia na cidade ou escolaridade mínima.

Política do cerrado com informações da Agencia Brasil de comunicação

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Deputado cursou direito na UFRJ no Rio e, ao mesmo, havia sido nomeado para cargo comissionado de 40 horas semanais na liderança do PTB em Brasília.

Aos 18 anos, três dias após ser aprovado para o curso de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Eduardo Bolsonaro foi nomeado para um cargo comissionado de 40 horas semanais na liderança do então partido do pai na Câmara dos Deputados, o PTB, comandado por Roberto Jefferson.

Com a contratação, o filho 03 do presidente entrava com o pé direito em um mercado de trabalho marcado naquele ano por índice recorde de desemprego.

Por um ano e quatro meses, o calouro de Direito ocupou um cargo que pagava o equivalente a R$ 9,8 mil por mês, em valores atuais, um rendimento maior que o de 98% dos brasileiros.

A regra que proíbe o nepotismo, e assim impede a contratação de parentes de políticos, só viria cinco anos mais tarde.

Mas, segundo as normas da Câmara dos Deputados vigentes à época, o posto foi ocupado de forma irregular. Só poderia ter sido preenchido por alguém que desse expediente no Congresso, já que esse tipo de cargo tem “por finalidade a prestação de serviços de assessoramento aos órgãos da Casa, em Brasília. Desse modo, (os servidores) não possuem a prerrogativa de exercerem suas atividades em outra cidade além da capital federal”.

FACULDADE NO RIO, EMPREGO EM BRASÍLIA O CARGO NA CÂMARA QUE EDUARDO BOLSONARO GANHOU AOS 18 ANOS E NÃO LEMBRA.jpg

Ou seja, não poderia ser cumprido remotamente por um funcionário que vivia a quase 1.100 quilômetros de distância no Rio de Janeiro, onde Eduardo Bolsonaro cursava normalmente, segundo apurou a reportagem da BBC News Brasil, os primeiros semestres da faculdade de Direito da UFRJ.

A limitação de tempo e espaço, no entanto, não impediu que Eduardo Bolsonaro passasse 16 meses como funcionário da Câmara, como o próprio pai admitiu em um debate, em 2005, justamente sobre nepotismo.

“Já tive um filho empregado nesta Casa e não nego isso. É um garoto que atualmente está concluindo a Federal do Rio, uma faculdade, fala inglês fluentemente, é um excelente garoto. Agora, se ele fosse um imbecil, logicamente estaria preocupado com o nepotismo”, disse Jair Bolsonaro no debate em sessão da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Casa, segundo reportagem do arquivo do jornal O Globo.

A BBC News Brasil encontrou a comprovação de contratação de Eduardo Bolsonaro em pesquisa no site da Câmara dos Deputados. Já o currículo público do próprio deputado federal, também no site da Casa, não faz nenhuma referência ao posto no PTB na seção “Atividades Profissionais e Cargos Públicos”.

FACULDADE NO RIO, EMPREGO EM BRASÍLIA O CARGO NA CÂMARA QUE EDUARDO BOLSONARO GANHOU AOS 18 ANOS E NÃO LEMBRA.jpg

 

DE UM IRMÃO PARA O OUTRO

Inicialmente, Eduardo fora nomeado em dezembro de 2002 para um cargo comissionado na liderança do PPB (ao qual o pai era filiado à época, atual PP). O mesmo posto fora ocupado seis meses antes pelo irmão mais velho, Flávio. Este, aliás, havia ocupado esse cargo logo após a segunda mulher de Jair Bolsonaro, Ana Cristina Siqueira Valle.

Segundo informações da Câmara dos Deputados, esse emprego pagava cerca de R$ 12,6 mil por mês, em valores atuais.

Só que a nomeação de Eduardo, então com 18 anos, foi anulada três semanas depois que ele assumiu o cargo — o boletim administrativo com a anulação não traz explicações, mas a decisão coincide com a mudança de partido do pai, que trocou o PPB pelo PTB (Partido Trabalhista Brasileiro) à época.

Dois meses depois, em fevereiro de 2003, Eduardo passou a ocupar um outro cargo também comissionado na liderança da nova sigla do pai, porém em posto com um salário menor que o do anterior (R$ 3.904 à época, ou quase R$ 9.780 em valores atuais).

O posto estava alocado na liderança do PTB, então nas mãos de Roberto Jefferson, parlamentar que inchou o partido ao entrar na coalizão do primeiro governo Lula e depois foi o pivô do escândalo do mensalão.

Questionado pela BBC News Brasil sobre a função na Câmara, Eduardo Bolsonaro demonstrou não ter memória de seu primeiro emprego público formal.

Em coletiva de imprensa, em julho de 2019, um repórter da BBC News Brasil o questionou sobre o emprego na Câmara a partir de 2003:

Eduardo Bolsonaro –  Dois mil e…?

BBC News Brasil – 2003.

Eduardo Bolsonaro –  Tá.

BBC News Brasil – Como é possível isso?

Eduardo Bolsonaro –  Ué, você nunca conseguiu trabalhar e estudar ao mesmo tempo na sua vida, não?

BBC News Brasil – Em cidades diferentes?

Eduardo Bolsonaro –  Em cidades diferentes?

BBC News Brasil – O sr. era servidor aqui em Brasília e cursava no Rio, não?

Eduardo Bolsonaro –  Assumindo alguma atividade partidária… Agora… Em 2003?

BBC News Brasil – Em 2003 e 2004, por 16 meses.

Eduardo Bolsonaro –  Olha, eu teria que puxar forte pela memória aqui então… Mas eu acho que não teria problema nenhum, conseguir trabalhar, prestar um serviço partidário. Inclusive eu já tive assessor meu que eu encontrava com ele uma vez por mês no máximo, né? (O assessor) prestava a minha assessoria de maneira local no litoral de São Paulo.

OUTRO LADO

Procurado novamente nesta terça-feira (1º) e também na quarta-feira (2) por e-mail e em seu gabinete na Câmara para comentar o assunto, Eduardo Bolsonaro não quis responder aos questionamentos da BBC News Brasil.

O presidente Jair Bolsonaro, por meio da assessoria de imprensa da Presidência da República, afirmou que não comentaria o assunto.

Aliado do governo Bolsonaro e presidente do PTB, Roberto Jefferson disse não se lembrar se Eduardo Bolsonaro trabalhou na liderança do partido no período em que ele era o líder petebista na Câmara. E sugeriu que a reportagem procurasse a liderança atual do partido. Esta, por sua vez, não respondeu ao pedido de entrevista.

Procurada, a assessoria de imprensa da liderança do PTB afirmou que não iria responder às perguntas da BBC News Brasil e que, considerando o tempo transcorrido, não guardava nenhum documento que evidenciasse que Eduardo realmente trabalhou lá.

Segundo a Câmara, as atribuições do cargo ocupado por Eduardo à época incluíam, por exemplo, “fazer relatórios das reuniões realizadas”, “acompanhar o resultado das votações plenárias e em comissões” e “orientar e assistir os deputados nas votações de matérias no Plenário e nas comissões”. Em 2007, uma resolução restringiu de modo mais taxativo, entre outros pontos, o exercício da função fora de Brasília.

Questionada pela BBC News Brasil, a Câmara afirmou que essa prática já era proibida antes da resolução, conforme resposta por escrito abaixo.

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TRADIÇÃO DE NOMEAR FAMILIARES

A prática de empregar parentes era comum na família Bolsonaro. Flávio, o filho 01 do presidente, também ocupou cargo de 40 horas semanais na liderança do partido do pai na Câmara dos Deputados, em Brasília, enquanto vivia, estagiava e fazia faculdade, também de Direito, no Rio de Janeiro.

Bolsonaro indicou ou nomeou para cargos não apenas os filhos mas também suas então esposas e parentes delas. Em 2005, quando estava filiado ao PFL (quinto partido de sua carreira), afirmou na Câmara que o debate entre parlamentares sobre o nepotismo era hipócrita. Para ele, caberia aos eleitores julgar se a prática é certa ou errada.

Em 2008, no entanto, uma decisão do Supremo Tribunal Federal proibiu a contratação de parentes nos três Poderes (Legislativo, Executivo e Judiciário). A partir dali, não poderia haver, por exemplo, contratações de parentes de autoridades e de funcionários para cargos de confiança e em comissão.

Ou seja, o nepotismo foi inicialmente proibido no Brasil por meio de uma decisão do STF.

Agora, essa mesma proibição pode barrar a nomeação de Eduardo para o posto de embaixador em Washington. A indicação foi feita pelo próprio pai e será submetida ao Senado assim que for formalizada.

Há divergências se o cargo de embaixador é de natureza política, como os de ministros e secretários. Nesse caso, não estaria contemplado na determinação do STF.

Em 2018, a Segunda Turma do STF afirmou que a súmula vinculante que veda o nepotismo não se aplica à indicação para cargos de natureza política — não há menção específica, no entanto, ao posto de embaixador.

Para ministros da Corte, cargos em comissão ou de confiança são meramente administrativos, e os de natureza política são postos de confiança ligados ao exercício do poder (Executivo, mais especificamente), e portanto de livre nomeação e exoneração do mandatário.

Um parecer de dois consultores do Senado, Casa responsável por sabatinar e avalizar ou não nomes indicados ao cargo de embaixador, afirma que o posto em Washington é um cargo comissionado comum, e por isso o presidente da República não poderia indicar o próprio filho ao cargo. O documento, de caráter consultivo, cita a decisão do Supremo de 2008.

INTERCÂMBIO NOS EUA: ‘TRABALHO HUMILDE’

Em busca da habilidade de falar inglês, que serviria anos depois como uma das justificativas para Bolsonaro decidir indicá-lo ao cargo de embaixador, Eduardo fez um intercâmbio de “Work Experience” nos Estados Unidos, onde disse ter trabalhado em uma rede de lanchonetes e entregando pizza entre o fim de 2004 e o início de 2005, nas férias da faculdade.

E, embora a experiência de 16 meses na Câmara não pareça ter deixado lembranças para o filho do presidente, o trabalho de 4 meses nos Estados Unidos o marcaria profundamente.

“Ele fritou hambúrguer no passado sabe o porquê? Porque não tinha dinheiro para bancar lá. Qual a intenção dele em ficar seis meses nos Estados Unidos? Aperfeiçoar o inglês dele. Eu falei assim: fica, mas se você bancar a sua despesa. Fritou hambúrguer, entregou pizza. É a maneira que tem de conversar e está com um inglês muito bom, tenho certeza”, afirmou o presidente Jair Bolsonaro, na Argentina em 17 de julho deste ano.

Com o salário da Câmara como assessor do PTB por 16 meses, no entanto, Eduardo teria condições de pagar à vista o intercâmbio da empresa World Study, que custava à época cerca de R$ 4 mil, segundo apurou a BBC News Brasil.

“Nestes locais trabalhei como frontdesk de restaurante fast food, cozinheiro, caixa e faxineiro, pagava minhas contas e ainda voltei com um dinheirinho no bolso”, escreveu Eduardo no Facebook em dezembro de 2015 sobre os dois meses no Estado do Maine e outros dois no Colorado. Segundo ele, “além de aprender mais a língua inglesa pude experimentar a cultura local.”

Em seu texto, afirma que nos EUA “todos os trabalhadores são respeitados independente do seu salário” e “vergonhoso era viver da ociosidade”. “Também pudera, nos EUA o governo federal divulga com orgulho quando reduz os gastos com programas assistenciais, já aqui no Brasil o governo parece se sentir enobrecido quando amplia o guarda-chuva desses mesmos programas.”

Em um vídeo postado por ele em 2017, em frente à lanchonete onde trabalhou, ele afirma que “nos Estados Unidos eu aprendi que indigno é você não ter trabalho, não tem tempo ruim, você ganha aqui pelas horas trabalhadas”.

Depois do emprego comissionado no partido do pai, Eduardo voltaria a ocupar um posto da Câmara dos Deputados em 2015, desta vez como deputado federal eleito pelo PSC-SP. Foi o 61º mais votado de São Paulo, em uma campanha basicamente bancada pela família e por assessores ligados ao pai.

Política do Cerrado com informações da revista época e BBC News Brasil

 

 

 

 

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Gilmar Mendes suspende investigação de Flávio Bolsonaro no STF

BRASÍLIA – O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, decidiu suspender investigações que envolvem o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro, referentes a suposto esquema de pagamentos irregulares que teria ocorrido na época em que ele era deputado na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Na decisão de segunda-feira, Mendes disse que o Ministério Público estadual do Rio contrariou decisão do STF quando solicitou e recebeu no final do ano passado acesso a informações do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) sem autorização judicial.

O ministro destacou que a medida foi além do que havia sido determinado pelo Supremo, que fixou, em decisão do presidente Dias Toffoli, que esses relatórios do Coaf não podem conter indicação de titulares de operações e também dos montantes globais movimentados, exceto se houver aval da Justiça. Toffoli fixou esse entendimento no recesso de julho, ao apreciar outro caso envolvendo Flávio Bolsonaro.

Mendes suspendeu as investigações até o dia 21 de novembro, quando o plenário do Supremo vai se reunir para decidir se relatórios individualizados do Coaf e de outros órgãos de investigação precisam do aval da Justiça.

O ministro ressalvou que a suspensão que determinou não acarreta risco às investigações. “É importante registrar que a suspensão do processo em razão da pendência de julgamento do Tema 990 de RG acarreta a suspensão da prescrição do feito, de modo que não verifico prejuízo à investigação ou risco de impunidade”, disse.

O ministro determinou, diante do que considera “gravidade dos fatos”, que o Conselho Nacional do Ministério Público apure a responsabilidade funcional dos integrantes do MP fluminense na dita “quebra indevida” do sigilo de Flávio Bolsonaro.

Flávio Bolsonaro é suspeito de ter praticado em seu gabinete na Alerj um esquema ilegal popularmente chamado de “rachadinha”, pelo qual um servidor repassa parte ou todo o salário ao parlamentar contratante.

Politica do cerrado com informações da (Reuters)

 

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Reunião com a cúpula do Progressistas decidirá os rumos do partido no DF

Hoje (30) haverá uma reunião no setor de clubes sul com os dirigentes e filiados ao Progressistas (antigo PP-DF) para passar o bastão à Celina. Já o atual presidente Rôney vai apresentar a desenvoltura e fazer análise de conjuntura frente a sua gestão. A deputada federal Celina Leão será a nova presidente regional do Progressistas (antigo PP-DF).

A decisão já tinha sido comunicada e oficializada desde do início de 2019 pelo o dirigente nacional da sigla, senador Ciro Nogueira, e comunicada oficialmente ao atual comandante da legenda no DF, o ex-deputado federal Rôney Nemer.

Contudo, ainda não se sabe se a Deputada federal Celina vai se opor ao legado deixado pelo ex-deputado Rôney Nemer que ajudou sobremaneira a conquista nas eleições passadas. Ambos têm cargos no GDF a Celina Leão tem cargos em várias administrações e secretarias do GDF.

O ex-deputado Rôney Nemer também tem o seu espaço no governo do seu ex-partido MDB.

A dúvida e será que a Deputada Celina Leão vai trocar o administrador do Recanto das Emas?

O atual administrador do Recanto das Emas é do Progressistas e obteve uma expressiva votação e é quase certeza que a deputada não vai se indispor com um dos membros do seu próprio partido e nem com o demais para indicar outra pessoa. Mesmo porque ela não tem nenhum nome de expressão na cidade para indicar.

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Ibaneis reduz preços de restaurantes comunitários

 

Na tarde desta sexta-feira (27/9), o governador Ibaneis Rocha (MDB) anunciou redução no valor das refeições dos restaurantes comunitários da capital. O prato, que antes custava R$ 2, passará a custar R$ 1 a partir de segunda (30/9).

O anúncio foi feito durante evento em que se oficializou o novo nome do Restaurante Comunitário de Samambaia, que passa a se chamar Rorizão em homenagem ao ex-governador Joaquim Roriz. O espaço foi o primeiro a ser construído no Distrito Federal.

Novas unidades

O GDF prevê a construção de mais seis restaurantes comunitários em todo DF. O edital para licitação e escolha de empresas foi publicado neste mês. Os interessados deverão entregar um requerimento para a apresentação dos estudos em até 20 dias úteis a contar da publicação do edital. Esses requerimentos serão analisados e as empresas autorizadas terão um prazo de 90 dias para o desenvolvimento dos estudos.

Secretaria de Desenvolvimento Social decidiu batizar de Rorizão o Restaurante Comunitário de Samambaia. O ato ocorrerá durante a reinauguração do espaço, marcada para esta sexta-feira (27/09/2019). A escolha do nome é em homenagem ao ex-governador Joaquim Roriz, morto em setembro de 2018 e responsável pela criação do projeto social que serve refeições por R$ 1 ou R$ 2, a depender da condição do usuário.

A decisão partiu do governador Ibaneis Rocha (MDB) após acolher ideia de representantes do DF. “Foram 14 anos de um governo que transformou a vida da nossa cidade e uma das várias marcas é esse carinho e gratidão da população”, destacou a deputada federal Flávia Arruda (PL), defensora da homenagem.

Há a previsão da presença do titular do Palácio do Buriti na solenidade. A troca do nome não rendeu custos aos cofres públicos, já que a empresa mantenedora do local arcou com os gastos. “A unidade foi uma entrega feita em 2001 pelo próprio Roriz”, relembra o secretário Ricardo Guterrez.

Além da homenagem ao ex-governador, a unidade servirá feijoada e bobó de frango, além de virado de couve, vinagrete, arroz branco, feijão carioca, laranja e suco. Durante o período, o cantor local Luis Fernando vai se apresentar com música popular brasileira e sertanejo.

Benefício

Atualmente, o DF tem 14 restaurantes comunitários que, juntos, chegam a servir quase 20 mil refeições em dias de maior fluxo. As unidades funcionam de segunda-feira a sábado. No cardápio, prato principal, bebida e sobremesa custam R$ 2 para o público em geral e R$ 1 aos beneficiários do Cadastro Único. Para se inscrever no CadÚnico, é preciso ter renda familiar mensal de até três salários mínimos ou de até R$ 499 per capita. O cadastro pode ser feito por meio do telefone 156.

Além do almoço, os restaurantes de Brazlândia e do Paranoá servem café da manhã ao custo de R$ 0,50 por pessoa. O cardápio oferece as seguintes opções: café, leite ou pingado, pão com manteiga, bolo, achocolatado e uma fruta da época.

Politica do cerrado com informações do metropoles

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STF forma maioria, 6 ministros votam a favor de tese que pode anular sentenças da Lava Jato

A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) se manifestou nesta quinta-feira para que réus delatados tenham direito a apresentar alegações finais posteriormente a réus delatores, numa derrota que a corte impõe à operação Lava Jato.

Ao todo seis ministros já votaram a favor dessa tese, no julgamento de um habeas pedido pela defesa de um ex-gerente da Petrobras.

O julgamento foi suspenso com um placar de 6 votos a 4 e será retomado na próxima quarta-feira com o voto dos ministros remanescentes e definição da extensão dos efeitos do julgamento.

Politica do cerrado com informações da Reuters

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O DONO DO PEDAÇO| Deputado vira “rei dos cargos” e deixa servidores apreensivos

Ele já manda na Administração Regional, em hospitais, Upas, postos de saúde, Conselho de Segurança, Conselho Tutelar e agora estendeu os tentáculos na Educação. Se brincar Jorge Viana terá poderes para  mudar o delegado de polícia e  de mexer no Corpo de Bombeiros. Tudo isso em Samambaia. No entanto, Jorge Viana se defende das acusações de “opositores”; diz que não faz política da perseguição e jura de pés juntos que não indicou ninguém.

Lideranças e setores da sociedade organizada de Samambaia acusam o deputado Jorge Viana de controlar todos os setores dos serviços públicos da cidade gerando uma onda de instabilidade entre os servidores de órgão públicos da cidade.

Exonerações em postos de comando estariam sendo pedidos pelo distrital como o ocorrido na última quarta-feira (18/09) na Educação.

Neste dia, o professor Elivan Feitosa se arrumou, tomou café e já estava seguindo para o trabalho quando foi avisado, por um colega ao telefone, que havia sido exonerado do cargo de Diretor Regional de Ensino (DRE) da Região Administrativa Samambaia. A exoneração estava publicada no Diário Oficial do GDF e Elivan foi o último a saber.

O professor que se encontrava no cargo desde abril do ano passado, disse que é um profissional extremamente técnico, não possui ligações partidárias; que fez uma gestão sem manchas e não sabe o motivo de sua exoneração. E acusa: “Por cinco vezes o deputado Jorge Viana tentou me tirar daqui, alegando que sou diretor remanescente da gestão passada, como se ele não tivesse parentes próximos que ocuparam cargos importantes no governo Rollemberg  e continuam agora no de Ibaneis. Mas é vida segue”, desabafou o professor.

A exoneração do diretor Regional de Ensino, fez com que os 17 gestores das escolas de Samambaia ficassem apreensivos quanto a permanência deles nos cargos, embora não tenha como ser demitidos, já que foram eleitos como determina a lei. Ou seja: a nova diretora Regional, pessoa ligada ao deputado Jorge Viana, vai ter que administrar com eles.

O grupo chegou a gravar um vídeo e em seguida enviou ao governador Ibaneis Rocha contando essa história. Nas eleições do ano passado, o enfermeiro Jorge Viana se elegeu deputado distrital com 13.070 votos. A maioria foi dado pelos eleitores de Samambaia, principal curral eleitoral do parlamentar.

Como tal, o deputado teve o direito de indicar o administrador regional da cidade e preencher todos os 67 cargos comissionados da estrutura administrativa da Regional.

Como sindicalista da área da saúde, Viana deu uma tacada de mestre. Se sentindo o rei dos cargos, passou a controlar a partir dessa semana o maior complexo de saúde do Distrito Federal, comandado pela Superintendência Sudoeste de Saúde, que abrange Samambaia, Taguatinga e Recanto das Emas.

As três cidades, além de formarem a maior região populacional  e eleitoral do DF com mais de 1 milhão de pessoas, possuem dois grandes hospitais (HRT e HRS), 24 postos de saúde, duas policlínicas, duas UPAs, uma central de Radiologia duas policlínicas e quatro CAPS (Centro de Atenção Psíquico Social).

Todo o conglomerado possui 177 cargos de confiança entre diretorias, gerências e núcleos que serão comandados por Luciano Moresco Agrizzi, mais recente chefe maior da Superintendência Sudoeste, homem de confiança de Jorge Viana.

“Rezar na cartilha do enfermeiro deputado é a regra para quem quiser se manter no cargo”, confidenciou um servidor que detém cargo de confiança no Hospital Regional de Taguatinga comandado por  Wendel Antonio Alves Moreira, que coordenou a campanha de Jorge Viana na eleição passada.

Outro lado

Em uma nota enviada ao Radar a assessoria do deputado Jorge Viana diz o seguinte:

Em relação às mudanças na Diretoria Regional de Ensino (DRE) da Região Administrativa Samambaia, o deputado informa desconhecer a causa da exoneração do Erivan, ex-gestor da Pasta, a quem considera ter realizado um bom trabalho à frente da DRE, por ser uma competência exclusiva do governador do DF.

No entanto, o parlamentar acredita que a substituição possa estar relacionada ao fato de o ex-gestor ser remanescente da gestão do ex-governador do DF, Rodrigo Rollemberg (PSB), o que no entender do distrital, se trata de um processo natural de adequação da gestão do governador Ibaneis Rocha.

O deputado esclarece ainda que conhece a pessoa indicada para assumir a DRE, por ser ex-professora em Samambaia, cidade em que vive desde a adolescência. Assim como conhece vários outros servidores ligados à Secretaria de Educação que atuam na Secretaria de Educação do DF, com algum vínculo com a cidade.

Sobre possível influência do parlamentar, em relação a Administração Regional, Conseg, Conselho Tutelar, hospitais, postos de saúde, uma vez que já foi esclarecido a Educação, o deputado observa que embora conheça várias lideranças comunitárias em Samambaia, não interferiu no processo de escolha de conselheiros do Conselho de Segurança, justamente em respeito ao processo de democrático de escolha de representantes da população para o Conselho.

Sobre o Conselho Tutelar, o deputado lembra que está vigente um processo eletivo para escolha de conselheiros tutelares em todo o DF, com mais de 1.000 candidatos, o que também não faria sentido se falar em influência em relação ao assunto, já que a escolha se dá por processo eletivo junto a população.

Quanto aos hospitais e postos de saúde, o parlamentar ressalta que, por ser egresso da Saúde, eleito pela categoria e, atualmente, na condição de presidente da Comissão de Educação, Saúde e Cultura (CESC) na CLDF, conhece praticamente todos os enfermeiros e técnicos em enfermagem da RA Samambaia.

Mas o deputado esclarece que, em nenhum momento, indicou nomes de quaisquer servidores, seja para cargos de diretoria ou superintendente, justamente para não interferir na gestão da Saúde de modo a poder ficar extremante a vontade para poder fiscalizar, criticar quando for o caso e cobrar a execução de uma boa gestão por parte da Secretaria de Estado de Saúde do DF, como a que tem feito ao longo do mandato.

Finalmente, sobre indicação de parentes em cargo comissionado, o deputado informa que não condiz com a verdade, uma vez que cabe ao governo realizar indicações do Executivo. O parlamentar esclarece ainda que, onde tem prerrogativa de nomear pessoas é no gabinete, na Câmara Legislativa do DF (CLDF), local em que não mantém nenhum parente nomeado.

Politica do Cerrado com informação do RadarDF

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Para 4 em 5 brasileiros, fake news influenciaram eleições, aponta pesquisa

Quatro em cada cinco brasileiros acreditam que notícias falsas foram disseminadas para influenciar eleições, segundo uma pesquisa realizada pela Transparência Internacional. Os números constam no Barômetro Global da Corrupção: América Latina e Caribe, divulgado nesta segunda-feira (23) no mundo todo. No Brasil, a pesquisa foi realizada nos primeiros meses do governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL). Foram ouvidas mil pessoas entre fevereiro e abril pelo Instituto Ipsos. A pesquisa tem margem de erro de 2,8 pontos percentuais para mais ou para menos, com 95% de confiabilidade.

Entre os 18 países participantes da pesquisa na América Latina e no Caribe, o Brasil aparece nesse quesito com 82% nas respostas para a pergunta que avaliava o uso de “informações falsas ou notícias falsas sendo disseminadas para influenciar os resultados das votações”. Bahamas marcou 85% nesse quesito. A Argentina aparece logo atrás do Brasil, com 81%, e a Venezuela, com 80% —vale destacar que, considerando a margem de erro, os quatro países empatam na liderança. As nações com os índices mais baixos são a Costa Rica (52%) e o Chile (59%).

“Nesta pergunta sobre fake news, o Brasil tem, de fato, um resultado assustador. As pessoas falam com que frequência a notícia falsa é utilizada para influenciar os resultados políticos do país. Isso sem dúvida se deve a esse momento durante as eleições de 2018 em que fake news foram muito disseminadas”, afirma Guilherme France, coordenador da pesquisa no Brasil, em entrevista ao UOL. Entre as instituições avaliadas no quesito corrupção, o Congresso lidera (63%), atrás de representantes

governamentais locais (62%) e do presidente da República (57%). No caso da Presidência, entre 2017 e 2019, há um aumento de cinco pontos percentuais —a pesquisa anterior foi realizada logo após o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

Pela primeira vez, foi perguntado também sobre a corrupção de jornalistas. O Brasil aparece com 23%. “Com relação a esse dado de imprensa, a pesquisa mostra que a mídia é uma das instituições que a população vê como menos corrupta se comparada com as outras instituições avaliadas. Mas esse número reflete também a campanha que existe em determinados setores da sociedade, não só contra a imprensa, mas também contra a sociedade civil”, diz France. Entre os entrevistados, 36% afirmam que há a corrupção em organizações não governamentais. “Esse número reflete o impacto desta campanha coletiva de criminalização da imprensa e da sociedade civil”, afirma France.
COMPRA DE VOTO
O relatório da Transparência Internacional destaca ainda que, no Brasil, 40% dos entrevistados relataram ter recebido oferta de subornos em troca de votos. É o terceiro maior número na região, atrás de México (50%) e República Dominicana (46%). A Venezuela aparece com 26% e é o único país em que a pesquisa foi feita com papel e caneta; no restante, foi feita de forma digital. As Bahamas foi o único lugar em que a pesquisa foi feita por telefone. France explica que a pergunta sobre a experiência das pessoas com compra de votos envolve os últimos cinco anos, ou seja, as eleições de 2014, 2016 e 2018. “De fato, é um número elevado, ainda mais se a gente pensar que a questão da compra de votos no Brasil vem sendo um problema endereçado há bastante tempo.A lei contra a compra de votos completou 20 anos e ainda assim é um problema significativo. Talvez não seja aquela compra de votos mais tradicional, e sim em troca de favores, de serviços, de uma cesta básica”, diz o pesquisador.
O levantamento da Transparência Internacional mostra ainda que mais da metade da população brasileira ainda acha que a corrupção aumentou nos 12 meses anteriores ao período da pesquisa, ou seja, 2018. Em 2017, este número chegou a 78%. Entre os brasileiros que participaram da

sondagem, 48% consideram que o governo está agindo de forma positiva na luta contra a corrupção —em 2017, este número era de 35%. Outros 46% acham que o governo não age de forma suficiente no combate à corrupção —este número era de 56% em 2017. “Enquanto a pergunta sobre o crescimento da corrupção avalia os últimos 12 meses, a gente considera que a pergunta sobre a atuação do governo no combate à corrupção já avalia as primeiras medidas do governo Bolsonaro”, explica France. No Brasil, 84% dos entrevistados afirmaram que um cidadão comum pode fazer a diferença na luta contra a corrupção. Entretanto, 12% dos consultados relataram o pagamento de suborno para policiais; 11% apontou o pagamento de propina para acessar serviços públicos básicos; 5%, para juízes e 4% para escolas públicas.

Politica do Cerrado com informaçoes do Instituto Ipsos.

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O Brasil parou! O destravamento da máquina

O destravamento da máquina

Após um forte movimento de contingenciamento, a equipe econômica anuncia hoje um alívio para evitar que serviços públicos sofram interrupções, o que poderia gerar forte desgaste político para o governo.

Nas primeiras estimativas, o governo chegou a apontar um desbloqueio de R$ 14 bilhões dos R$ 33 bilhões contingenciados até agora. A tendência, porém, é que a liberação seja menor. O alívio que será anunciado hoje só foi possível porque as estatais conseguiram antecipar repasses de dividendos que só seriam feitos em 2020.

Somente a Caixa liberou R$ 7 bilhões recentemente e deve fazer um novo repasse deste patamar até o final do ano.

A antecipação desses repasses pode ter consequências na arrecadação do início de 2020. Nos primeiros meses do ano, tradicionalmente o governo tem uma folga de caixa porque recebe esses dividendos.

Se a economia continuar a se recuperar em ritmo lento, o impacto sobre a receita de impostos do governo federal pode criar problemas de execução orçamentária.

A liberação de recursos orçamentários deve ser maior para educação, saúde, defesa e infraestrutura.

Essas áreas são consideras essenciais e no caso do Ministério da Educação o contingenciamento teve repercussão popular negativa.

Apesar do desbloqueio que será anunciado hoje, os ministérios continuarão com seus orçamentos sob forte pressão e há risco de continuidade para alguns programas governamentais.

ELETROBRAS 

o plano do governo

O Ministério de Minas e Energia deve divulgar hoje sua nova proposta para a privatização da Eletrobras, que terá que ser aprovada pelo Congresso.

No governo passado, houve uma proposta nesse sentido, mas seu andamento ficou travado na Câmara. No começo deste ano, as negociações foram retomadas, mas a resistência dos parlamentares se manteve.

Apesar disso, o governo ainda vê como fundamental a venda da estatal, principalmente porque os investimentos em geração e transmissão de energia estão paralisados devido à grave crise fiscal enfrentada pelo governo.

Politica do cerrado com informaçoes da FSB comunicação

Destaque

O Brasil na ONU: Jair Bolsonaro na Assembleia Geral da ONU

O Brasil na ONU 

Essa é a semana final dos preparativos diplomáticos para a participação do presidente Jair Bolsonaro na Assembleia Geral da ONU, que pode ser tensa depois da crise ambiental que colocou o Brasil no foco das críticas internacionais.

Bolsonaro já adiantou que seu discurso será sobre a soberania brasileira e do exemplo do país na preservação ambiental.

No auge da crise, o governo chegou a temer reações diplomáticas ao presidente na abertura da assembleia, como a saída de delegações internacionais durante a fala presidencial.

A última reunião tensa para o Brasil na ONU foi durante a gestão Dilma Rousseff.

Em 2013, a petista também usou o discurso para falar sobre a soberania nacional após reportagens revelarem que ela e membros de sua equipe tinham sido alvo de espionagem dos Estados Unidos.

Ela chegou a cancelar uma vista de estado que faria ao ex-presidente Barack Obama.

Política do Cerrado com informaçoes da FSB comunicação.

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A visão do BC sobre o mundo: O Comitê de Política Monetária volta a se reunir nesta

A visão do BC sobre o mundo
O Comitê de Política Monetária volta a se reunir nesta semana e a aposta do mercado é uma nova queda de 0,5 ponto percentual da taxa Selic, que cairia para 5,5% ao ano se as previsões se confirmarem.

Mais importante que a decisão, porém, será a interpretação do contexto internacional que os diretores do Banco Central farão, porque o mundo segue apostando em políticas monetárias estimulativas e em mecanismos anticíclicos com temor de uma recessão global.

A decisão do Copom vai indicar quanto o cenário externo ainda influenciará as próximas reuniões do colegiado neste ano.

O quadro interno continua a recomendar novas reduções da taxa básica de juros, porque o nível de atividade da economia ainda está bastante baixo e a inflação não apresenta riscos no curto e no médio prazo.

A provável redução da Selic pelo Copom ocorre no mesmo dia em que o Federal Reserve, o BC norte-americano, decide sobre os juros por lá.

Na última reunião, em julho, a taxa sofreu o primeiro corte desde 2008, para a faixa de 2% a 2,5%.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem pressionado o FED a reduzir ainda mais os juros, temendo que a economia não tenha estímulos suficientes para continuar a trajetória de alta em 2020, quando ele tenta a reeleição.

Pesquisas recentes mostram que os norte-americanos acreditam que o país possa entrar em recessão no próximo ano.

PETRÓLEO   
efeitos do atentado
Os ataques às plantas de produção de petróleo na Arábia Saudita devem provocar aumento do valor do barril do produto, partir de hoje, e o tempo de reconstrução das instalações pode determinar o tamanho dessa elevação de preços.

A perda estimada com o ataque é de 5,7 milhões de barris de petróleo por dia, o que equivale a aproximadamente 5% da produção mundial.

A expectativa no mercado é que hoje o preço do barril possa subir até US$ 10 dólares. Na sexta-feira, a cotação era de US$ 60 dólares.

As primeiras informações indicam que os danos nas instalações são graves e que não há previsão para os reparos nas instalações.

Politica do Cerrado com informação da FSB comunicação.

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Reunião uniu Feirantes, ambulantes, empreendedores e interessados em uma banca na nova feira da cidade

Na noite da quinta-feira (12), reuniram-se no auditório da Regional de Ensino do Recanto das Emas – DF, para uma audiência pública que tinha como objetivo tratar de um velho problema “feira Permanente” muitas propostas e pouca efetividade.

A reunião foi convocada pelo o Conselho Local de Planejamento do Recanto das Emas, Conselho de segurança pública, prefeituras comunitárias, lideranças comunitárias, associações dos feirantes e vendedores ambulantes.

Com a participação da Administração do Recanto das Emas, representantes dos Deputados da câmara legislativa do Distrito Federal, Representantes dos Deputados da Câmara Federal, representantes da Secretária da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Habitação (SEDUH).

O administrador regional apresentou um projeto do que será a nova feira da cidade, mas falta recursos, falta boa vontade e falta política pública voltada para a geração de emprego e renda para que esse povo sair da informalidade.

As duas maiores feiras da cidade são de particulares – Recanto Center e a Feira dos Goianos

Reunião uniu Feirantes, ambulantes, empreendedores e interessados em uma banca na nova feira da cidade.JPGEnquanto isso cresce a informalidade na cidade como a feira da 205 na avenida Potiguar, sem estrutura apropriada, sem estabilidade para os feirantes e também para quem frequenta o local.

Em crescente expansão a Feira 804, já conta com aproximadamente 200 barracas todas estas pessoas na informalidade, sem pagar impostos e sem contribuir com crescimento da cidade. A feira da 305/111 e umas das mais prejudicadas por falta de investimentos e por falta de reconhecimento do estado.

Muitos representantes de deputados participaram da audiência, mas definitivamente não deixaram bem claro; onde será a construção da feira, como será a distribuição dos boxes, quem pode participar dessa nova feira?

Muitos questionaram que uma Cidade com 26 anos, precisa de ter urgente uma feira legal e regular de acordo com a legislação, com as instalações fixas e edificadas, na forma da Lei nº 4.748/2012, com toda a estrutura que suporta a área coberta dos boxes, as áreas de estacionamentos.

A administração da cidade poderia fazer uma ação com o Sebrae e abrir o MEI para todos estes feirantes que querem trabalhar e contribuir com a cidade.

QUAIS OS BENEFÍCIOS PREVIDENCIÁRIOS DO MEI?

Benefício previdenciário são importâncias, em dinheiro, que a Previdência Social paga a quem contribui para o INSS. Ao se formalizar, o MEI passa a ter cobertura previdenciária para o si e sua família, traduzida nos seguintes benefícios.

PARA O EMPREENDEDOR:

Aposentadoria por idade: mulher aos 60 anos e homem aos 65, observado a carência, que é tempo mínimo de contribuição de 15 anos;

Aposentadoria por invalidez: o MEI tem de contribuir para a Previdência Social por no mínimo 12 meses, a contar do primeiro pagamento em dia.

Auxílio doença: o MEI tem de contribuir para a Previdência Social por no mínimo 12 meses, a contar do primeiro pagamento em dia.

Salário maternidade: são necessários 10 meses de contribuição, a contar do primeiro pagamento em dia.

PARA A FAMÍLIA:

Pensão por morte: a partir do primeiro pagamento em dia. O pagamento não poderá ocorrer após o óbito.

Auxílio reclusão: a partir do primeiro pagamento em dia. O pagamento não poderá ocorrer após a reclusão.

Em relação aos pedidos, a população solicitou para os deputados e para o Governador do Distrito Federal, recursos públicos para a construção urgente da feira permanente da Cidade do Recanto das Emas-DF.

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Emendas parlamentares 2.0: repasse desses recursos diretamente para governadores e prefeito

MUDANÇAS   
Emendas parlamentares 2.0
A Câmara começou a debater mudanças na aplicação das emendas parlamentares individuais para permitir que deputados e senadores possam fazer o repasse desses recursos diretamente para governadores e prefeitos.

Pelas regras atuais, os repasses de emendas individuais para os entes federativos dependem de convênios ou contratos. A PEC elimina a necessidade desses instrumentos.

Se ela for aprovada, a transferência direta poderá ser de dois tipos:

1) como doação, quando um parlamentar encaminhará uma quantidade de dinheiro para que o governo estadual ou a prefeitura usem como preferir,
2) ou com finalidade definida, quando a verba vai “carimbada” pelo congressista para um determinado fim.

A PEC tem ainda uma curiosidade político partidária. A proposta original é da deputada e presidente do PT, Gleisi Hoffmann, e será relatada pelo deputado Aécio Neves, ex-presidente do PSDB.

Politica do Cerrado com informações da FSB comunicação.

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Novas regras para teles para o mercado de telefonia fixa

O mercado de telefonia fixa deve ganhar uma nova dinâmica e novos players internacionais podem ser atraídos com a atualização da Lei Geral de Telecomunicações no Senado.

As novas regras também aumentam os poderes da Anatel na regulação do setor.

A mudança mais importante é a permissão para que as empresas que já atuam no setor possam renovar antecipadamente seus contratos passando para o regime de autorização, menos burocrático e já utilizado pelas companhias de telefonia móvel.

A mudança do regime, porém, terá que ser remunerada pelas empresas porque representam uma renovação antecipada de contrato por 20 anos, que passam a ser prorrogáveis por igual período.

Estimativas do governo indicam que se todas as concessionárias migrarem agora, a Anatel poderia arrecadar cerca de R$ 30 bilhões.

A mudança também tem impacto sobre a situação da Oi, que enfrenta um processo de recuperação judicial.

Se migrar para o novo modelo, a empresa pode se tornar mais atraente para investidores internacionais.

O novo marco regulatório prevê ainda que as empresas de telefonia poderão negociar, com a anuência da Anatel, suas faixas de frequência com concorrentes.

Isso cria um mercado secundário das faixas que podem ser comparadas a avenidas, por onde as operadoras transportam voz e dados.

Política do Cerrado com informações da FSB comunicação.

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Feirantes e ambulantes se unem para pedir melhorias e estrutura para a categoria

Os feirantes e ambulantes do Recanto das Emas irão promover uma audiência pública para pedir melhorias nas feiras públicas da cidade.

Há anos feirante pedem melhorias para a sua classe. São tantas as reclamações que desta vez estão se unido para reivindicar mais respeito e um lugar para que todos possam trabalhar com paz e tranquilidade.

Desde de a derrubada da feira permanente da quadra 300 em 2007, que os feirantes nunca mais se encontraram em um local público descente. As únicas feiras que tem na cidade são particulares e quem ganha com isso são os empresários donos das feiras. Já o feirante é obrigado a se encaixar nesta realidade.

A feira da 305/111 é um conglomerado de problemas de todas as naturezas. Ainda no governo Rollemberg a associação dos feirantes da feira da 305/111 tentou por várias vezes a derrubada dos boxes que está atualmente e que se construísse um local digno para que tivessem mais conforto para eles e para os clientes, mas todos os esforços foram em vão e nada de bom aconteceu.

Consulta Popular

Feirantes se unem para pedir melhorias e estrutura para a categoria ..jpgA solicitação visa a uma área especial para a construção da feira na Cidade do Recanto das Emas – DF.

As reivindicações da população em geral e principalmente por parte dos feirantes e dos vendedores ambulantes é que a cidade não tem uma feira que possa atender as suas necessidades em relação ao empreendedorismo local.

Caso seja  construído um pavilhão com os boxes, tanto os feirantes como muitos vendedores ambulantes acreditam que a situação possa ser bem diferente do que é hoje, pois muitos feirantes que estão nas ruas vendendo suas mercadorias, podem ter pela primeira vez a oportunidade de empreender, ter o seu próprio negócio, gerar renda, emprego, movimenta a economia na cidade, e tudo isto de forma regular, se de fato for construído uma feira na cidade do Recanto das Emas de acordo com a Lei nº 4.748/2012.

Muitos questionam que uma cidade com 26 anos, precisa de ter um melhor planejamento para essa parcela da sociedade.

De acordo com o a pesquisa do SEBRAE apontou que a recuperação da economia brasileira reflete diretamente a força do empreendedorismo nacional e 38% dos brasileiros em idade produtiva estão envolvidos em alguma atividade na área dos micro e pequenos empreendedores.

Por tanto a urgência de uma feira legal e regular de acordo com a legislação, com as instalações fixas e edificadas, na forma da Lei nº 4.748/2012, toda a estrutura que suporta a área coberta dos boxes, as áreas adjacentes nas quais se localizam os estacionamentos, as instalações e infraestruturas comuns da feira, as quais amparam a realização da atividade mercantil de caráter constante, na forma do regulamento.

As feiras sempre foram a primeira opção das famílias que buscam um pouco da cultura dos seus estados. Depois dos Shoppings e a falta de investimentos por parte dos governos essa tradição está gradativamente se acabando.

A Feira sintetiza o Nordeste e oferece ao visitante tudo que a região dispõe sua riqueza tradicional e proporcionando, ainda, a animação característica da terrinha: Som do Nordeste, forró, xote, baião, xaxado, repente, embolada, martelo, arrasta-pé, maracatu e outros sons bem genuínos.

As Feiras sempre foram a opção número um do fim de semana das famílias arretada para comprar, comer e se divertir, pois oferece artesanato, comida, bebida, folclore e muita música. Mas infelizmente tudo isso está caindo no esquecimento e só é visto, ou melhor lido nos livros de histórias.

Riacho Fundo 2 que tem uma população bem menor que o Recanto das Emas tem uma feira permanente modelo e bem moderna. Quais os interesses por trás da política que faz com que uma cidade como o Recanto das Emas não tenha uma feira permanente pública decente e digna para a população.

Consulta Popular

Onde: Será nesta quinta-feira dia 12, às 18:30 horas, na regional de ensino que fica na quadra 203 antiga FTB.

Isso aqui foi o que restou da feira permanente do Recanto das Emas – DF. Essa feira ficava na quadra 300 ao lado do Fórum, mas foi tolamente demolida em 2007, com a promessa que no mesmo local seria construída outra mais moderna. Pois bem, essa promessa é um sonho até hoje!

Destaque

Estados pressionam por revisão da dívida com a união

Uma nova onda de pressão para que o governo federal reveja os contratos da dívida dos estados com a União foi aberta pelos governadores do Sul e do Sudeste.

Até agora, o diálogo entre estados e governo federal estava mais centrado no Plano de Promoção do Equilíbrio Fiscal, que está tramitando lentamente na Câmara, e nas ações do novo Pacto Federativo, negociado com os senadores.

A pressão para a renegociação dos débitos dos estados com a União é uma demanda nova apresentada pelos governadores de estados que somam 71% do PIB. Apesar de pedidos de renegociação da dívida serem recorrentes em todo início de administração.

Um relatório divulgado no final do ano passado pelo Tesouro Nacional estimou que a dívida bruta de estados e municípios com o governo federal somava cerca de R$ 908 bilhões.

Desde o governo Temer, um novo regime de recuperação fiscal dos estados foi lançado, mas até agora apenas o Rio de Janeiro aderiu formalmente e tem tido dificuldades para cumprir as exigências do Tesouro.

Os governadores dessas duas regiões pedem também uma revisão dessas regras para que outras Unidades da Federação possam aderir ao modelo que adia o pagamento da dívida por três anos, renováveis por mais três.

Em manifesto publicado recentemente na Folha de S.Paulo, os governadores não falam sobre o Plano de Promoção do Equilíbrio Fiscal elaborado pelo Ministério da Economia e apresentado em junho ao Congresso Nacional.

Esse programa prevê empréstimos de até R$ 10 bilhões por ano para os estados que se enquadrarem em condições impostas pelo Tesouro Nacional.

Mas a proposta fica limitada a estados que têm nota de crédito C, o que não comporta justamente aqueles que estão em situação fiscal mais complicada.

CONSULTA  a securitização das dívidas estaduais

O Tesouro Nacional abriu uma consulta pública para embasar uma proposta de regulamentação da securitização das dívidas dos estados.

Como o período para receber sugestões se estende até 10 de outubro, o mais provável é que uma proposta só seja enviada ao Congresso no final do ano ou no início de 2020. Essa é uma demanda antiga dos estados.

 ORÇAMENTO Guedes vai ao Congresso

O ministro da Economia, Paulo Guedes, participa amanhã de uma audiência pública na Comissão Mista de Orçamento para falar sobre a reestruturação da Receita Federal, que teve o número de superintendências reduzidas de dez para cinco no país.

A reunião, porém, não deve ficar restrita a esse tema.

O contexto de forte contingenciamento orçamentário, com corte de bolsas de pesquisa e riscos de paralisia de serviços públicos; a proposta recente do ministro de revisar os fundos setoriais e constitucionais; e a recriação de um imposto nos moldes da CPMF são assuntos que devem tornar o debate mais amplo e tenso.

Política do Cerrado com informações da Folha de S.Paulo

Destaque

Risco para teto de gastos cresce em 2021

O Poder Executivo tem condições de cumprir o teto de gastos no próximo ano, mas para 2021 a execução dessa regra tem risco elevado.

A análise é da Instituição Fiscal Independente do Senado e, se confirmada, dá ao governo e ao Congresso tempo hábil para rever os marcos fiscais.

Uma revisão da regra de ouro e, possivelmente, da lei do teto de gastos está em debate na Câmara e a previsão da IFI cria um horizonte para os congressistas e para o governo, que poderiam discutir o tema durante o ano que vem.

A estimativa do órgão leva em conta as trajetórias atuais das receitas federais, das despesas e do desempenho da economia. Caso essas variáveis mudem, a IFI pode rever os prognósticos.

A instituição aponta ainda um outro polo de pressão para mudanças na regra de teto de gastos: os outros poderes.

Isso ocorre porque a partir do próximo ano não há mais a possibilidade do Executivo compensar o desajuste fiscal dos demais poderes e órgãos autônomos.

Na avaliação da IFI, seis órgãos deverão terminar 2019 acima do teto para 2020: Justiça do Trabalho, Supremo Tribunal Federal, Conselho Nacional de Justiça, Justiça Militar, Ministério Público da União e Conselho Nacional do Ministério Público.

A situação da Justiça do Trabalho é a mais desafiadora, pois o corte pode representar uma parcela significativa do gasto discricionário.

Política do Cerrado com informaçoes da FSB.

Destaque

Ex-petista, pai de Augusto Aras diz que filho indicado à PGR nunca foi de esquerda

Indicado por Bolsonaro para a PGR, Aras se aproximou do governo ao destravar ferrovia.

Indicado nesta quinta-feira (5) pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) para o comando da Procuradoria-Geral da República, o subprocurador Augusto Aras tem recebido críticas de aliados e eleitores do presidente por supostamente ter vínculo com partidos de esquerda. A ideia é refutada por seu pai, o advogado Roque Aras, 87. Ex-deputado federal pelo MDB da Bahia de 1979 a 1982, Roque Aras também foi filiado ao PT, partido pelo qual disputou, sem sucesso, o Senado, em 1986, e a Prefeitura de Feira de Santana, em 1988.

Roque Aras afirma que o filho, ao contrário dele, nunca teve vinculação com partidos nem pretensões político-partidárias. “Não existe essa história de ele ser de esquerda. Ele é um liberal na economia e conservador nos costumes, mais conservador do que eu até. Em alguns temas, me considero mais avançado que ele”, afirma o advogado.

O que diz a grande mídia brasileira?

A indicação do novo PGR gerou mais tensão no Palácio do Planalto. De acordo com os jornais, Jair Bolsonaro tem sido cobrado e criticado por seguidores das redes sociais online. O Globo informa que Bolsonaro sentiu o baque e afirma ser o episódio que deixou o presidente mais vulnerável. Já a Folha, aponta que Bolsonaro reconheceu sua incompetência em alguns momentos.

O fato é que a imprensa não apresenta uma análise geral, mas está apresentado nos jornais que os problemas são vários. Fora a crise ambiental, a vergonha internacional causada por ataques absurdos a lideranças estrangeiras e a polêmica indicação do PGR, Bolsonaro tem outros pontos de tensão: o distanciamento com relação a Sergio Moro provocou uma divisão na sua base parlamentar, segundo notícia publicada pelo Estadão; os vetos à lei do abuso de autoridade podem levar a uma derrota na indicação do filho para o cargo de embaixador nos EUA, como mostra reportagem do Globo; e o aprofundamento do arrocho fiscal que é noticiado pela Folha e pelo Estadão. A resposta do presidente para esse cenário é tentar se aproximas ainda mais dos evangélicos, como indica a Folha de S. Paulo.

Na reportagem, o deputado Marco Feliciano trata os fiéis como se fizessem parte de um rebanho que segue as ordens dos seus líderes.

Por outro lado, a Folha publica estatísticas sobre a expectativa da opinião pública com relação à economia. A pesquisa concluiu que é menor o número de brasileiros que acredita em uma melhora na situação.

Política do Cerrado com informações da Folha, Estadão, Globo,

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Bolsonaro diz que reconhece sua incompetência em alguns momentos

 Em uma espécie de desabafo, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) disse no fim da tarde desta sexta-feira (6) que reconhece momentos de limitação e incompetência no exercício do seu mandato. Emocionado, o presidente fez o discurso na porta do Palácio do Alvorada, quando foi recebido por simpatizantes que o parabenizaram pelo aniversário de um ano da facada desferida contra ele durante a campanha presidencial.

“Eu reconheço as minhas limitações, as minhas fragilidades, a minha incompetência em alguns momentos. Mas vou continuar empenhado para fazer meu melhor”, disse. Desde quinta-feira (5), Bolsonaro tem demonstrado incômodo com a reação negativa de eleitores com a indicação do subprocurador-geral Augusto Aras para o comando da PGR (Procuradoria-Geral da República).

Em live nas redes sociais, o presidente solicitou inclusive que apaguem comentários contra o indicado para a sucessão da procuradora-geral Raquel Dodge e pediu um voto de confiança. Nesta sexta, ele voltou a justificar a sua escolha. “Ontem [quinta] escolhi o novo procurador-geral da República. Uma escolha difícil, mas é uma pessoa que tem um grau de importância muito parecido com o de presidente”, disse Bolsonaro. “A gente não pode focar apenas em corrupção, há também a questão ambiental e de direitos humanos.” Ao todo, cerca de 50 pessoas receberam Bolsonaro. Elas cantaram “parabéns a você”, o que o levou a lacrimejar.

Segundo ele, foi feita também uma festa na Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora (MG), onde ele foi socorrido após a facada. “Eu sou imbrochável”, disse o presidente, ressaltando que não desistirá de sua missão no cargo. “Obrigado pelo parabéns. Um ano de vida”, afirmou.
Bolsonaro já havia escolhido Augusto Aras para a PGR desde o final de junho. Ele optou, no entanto, por segurar o anúncio para arrefecer as críticas ao subprocurador-geral, sobretudo dentro de seu próprio partido, o PSL, que o acusavam de ter afinidade com a esquerda. No período, Bolsonaro enviou interlocutores ao Congresso para falar individualmente com líderes de frentes parlamentares na tentativa de diminuir a resistência a uma indicação de Aras.

Nesta quinta-feira, antes do anúncio oficial do nome de Aras, o presidente consultou representantes das bancadas evangélica, do agronegócio e da segurança pública, consideradas as principais bases de apoio do governo.

Politica do Cerrado com informações do estadão

Destaque

Bolsonaro intensifica contato com evangélicos para conter queda de popularidade

Diante de uma avaliação popular em queda, com impacto inclusive em setores identificados com o bolsonarismo, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) iniciou articulação para se aproximar ainda mais de evangélicos e seus líderes. Considerado um dos pilares de sua base de apoio, o grupo religioso é a aposta do presidente para evitar um aumento de uma rejeição social, blindar-se de retaliações no Congresso e catapultá-lo a uma disputa à reeleição.

Em café da manhã com a Folha, na última terça-feira (3), Bolsonaro disse que é preciso conversar cada vez mais com os evangélicos. “Trazê-los para perto.” O presidente tem acenado com a indicação de evangélicos para cargos públicos, concedido benefícios fiscais a templos cristãos, chancelado projetos que reforçam a pauta de costumes e cogitado a indicação de um religioso para o posto de vice-presidente em 2022.

Na tentativa de emplacar um pacote tributário a templos religiosos, a bancada evangélica convidou, no mês passado, o presidente para um almoço na casa do deputado federal Silas Câmara (PRB-AM). Em um dos momentos do encontro, ele engatou uma conversa com um grupo de congressistas, na qual fez uma análise sobre as próximas eleições presidenciais. Qualquer político que tenha juízo sabe que a política de 2022 passa pelo movimento evangélico, disse Bolsonaro, segundo relataram à Folha três parlamentares presentes.

No último mês, a popularidade de Bolsonaro enfrentou uma erosão. A mais recente pesquisa Datafolha mostrou o aumento de 33% para 38% na reprovação de sua gestão, com perda de apoio entre os mais ricos e os mais escolarizados. O índice de eleitores que consideram o governo ruim ou péssimo é, no entanto, muito menor entre os evangélicos na comparação com outros grupos religiosos. Entre eles, 27% o reprovam, enquanto esse percentual entre católicos é de 42%, entre espíritas, 46%, e umbandistas, 56%.

O presidente pediu, na semana passada, ao deputado e pastor Marco Feliciano (Pode-SP) que lhe apresentasse uma lista de líderes evangélicos. Ele os convidou para que fiquem ao seu lado, na tribuna de autoridades, durante o desfile de Sete de Setembro, na Esplanada dos Ministérios, neste sábado (7). Foram chamados, entre outros, Edir Macedo (Universal), Renê Terra Nova (Movimento Internacional da Restauração), Robson Rodovalho (Sara Nossa Terra) e Manoel Ferreira (Assembleia de Deus). “Ele queria honrar o movimento evangélico, porque nós temos público. Você traz os pastores e as ovelhas vêm junto”, disse Feliciano, que tem feito a ponte do presidente com a bancada religiosa. “O nosso apoio é endêmico, não é sistêmico”, ressaltou.

O segmento evangélico representa, como já mostrou pesquisa Datafolha, 29% da população brasileira, percentual que vem crescendo ano após ano. Com a expansão da religião, São Paulo ganhou 2.433 novas igrejas em 25 anos, como informou a Folha na quinta-feira (5). Neste ano, a frente parlamentar evangélica deu um salto em relação à legislatura passada, passando de 84 para 112 integrantes, e se tornou o principal anteparo do presidente no Poder Legislativo, diante do fato dele não ter montado uma base de apoio. Para manter a sua fidelidade, Bolsonaro tem levantado cada vez mais bandeiras conservadoras. Ele se posicionou recentemente, por exemplo, contra a criminalização da homofobia e, na última terça-feira (3), anunciou que pediu ao Ministério da Educação um projeto contra a “ideologia de gênero” no ensino fundamental. Em paralelo a esse movimento, tem prometido aumentar o número de evangélicos em cargos públicos.

O presidente tem atualmente em sua equipe ministerial cinco representantes da religião e pretende também indicar evangélicos para uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal) e para o posto de diretor-presidente da Ancine (Agência Nacional do Cinema). No campo financeiro, Bolsonaro também tem sido generoso. Desde o início do mandato, os evangélicos foram atendidos em ao menos duas medidas adotadas pela Receita Federal que beneficiam templos religiosos. Em junho, uma instrução normativa dispensou da inscrição no CNPJ os estabelecimentos de organizações religiosas “que não tenham autonomia administrativa ou que não sejam gestores de orçamento”. Segundo líderes evangélicos, isso afeta principalmente templos abertos em comunidades onde há pouca presença do Estado e mais dificuldade em se reunir os documentos necessários para a inscrição no CNPJ, permitindo que os espaços de culto nesses locais funcionem como filiais de um templo maior.

Em outra decisão, de maio, foi ampliado o valor total de receitas, doações e contribuições a partir do qual pessoas jurídicas “imunes e isentas” são obrigadas a apresentar um tipo de escrituração contábil. Antes, o teto para a dispensa dessa escrituração era de R$ 1,2 milhão. Com a nova instrução, o valor subiu para R$ 4,8 milhões. O presidente se declara católico e sua mulher, Michelle Bolsonaro, evangélica.

Desde julho, ele tem comparecido, em média, uma vez por semana a uma igreja evangélica, marcando presença, por exemplo, no Templo de Salomão, em São Paulo, e na Sara Nossa Terra, em Brasília. Ele foi o primeiro presidente a participar da Marcha para Jesus e já ofereceu à bancada evangélica a estrutura jurídica do Poder Executivo para que ela viabilize propostas por meio de decretos presidenciais. “Os senhores têm ideias maravilhosas que via decreto pode resolver”, disse. “Essas pequenas medidas têm um alcance enorme no Brasil e trazem a população para o nosso lado”, acrescentou.
A fala do deputado Marcos Feliciano sobre trazer os líderes que o rebanho vem junto deveria ser reproduzida à exaustão para que os evangélicos vejam como o deputado e pastor os enxerga.

politica do Cerrado com informações da FPA

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Reprovação de Bolsonaro sobe para 38% e aprovação vai a 29%, diz Datafolha

A reprovação ao presidente Jair Bolsonaro subiu para 38% em agosto ante 33% em julho, enquanto a aprovação passou para 29% de 33%, de acordo com pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda-feira.

Aqueles que avaliam o governo Bolsonaro como regular ficou estável, passando de 31% para 30%, segundo o levantamento realizado com 2.878 pessoas em 175 municípios. A pesquisa, publicada pelo jornal Folha de S.Paulo, tem margem de erro de dois pontos percentuais.

Bolsonaro viu sua reprovação aumentar principalmente na Região Nordeste, onde aqueles que consideram seu governo ruim ou péssimo foram a 52% em agosto ante 41% em julho. No fim de julho, Bolsonaro chamou governadores nordestinos de “paraíbas” quando achava que não estava sendo gravado.

O aumento da rejeição do presidente também ocorre após as queimadas na Amazônia, que geraram forte pressão internacional sobre o Brasil. Pesquisa Datafolha divulgada no domingo mostrou grande rejeição à condução de Bolsonaro no quesito, com 51% dos entrevistados a considerando ruim ou péssima.

Entre outras medidas polêmicas dos últimos meses, o presidente anunciou que pretende indicar o filho Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) para a embaixada em Washington e entrou em desacordo com o ministro da Justiça, Sergio Moro.

O presidente também sofreu perda de apoio entre os mais ricos, aqueles com renda mensal acima de 10 salários mínimos, de acordo com o levantamento. Neste segmento, a aprovação caiu para 37% em agosto ante 52% em julho.

Também aumentou a rejeição ao comportamento de Bolsonaro. Para 32%, o presidente não se comporta de forma adequada para o cargo em nenhuma ocasião, uma alta de 7 pontos em relação a julho.

PESQUISA XP

Outra pesquisa divulgada nesta segunda-feira, da XP Investimentos, mostrou que a avaliação negativa do governo Bolsonaro oscilou para cima.

Nesse levantamento, o grupo que considera a administração ruim ou péssima passou para 41%, ante 38% na pesquisa divulgada em agosto. Ao mesmo tempo, os que veem o governo como ótimo ou bom oscilaram para 30%, em comparação aos 33% anteriores. A margem de erro da sondagem é 3,2 pontos percentuais.

A pesquisa, realizada pelo Ipespe entre os dias 27 e 29 de agosto e conduzida na sequência do noticiário a respeito das queimadas na Amazônia, ouviu 1.000 pessoas no país.

Para 44% dos entrevistados, a ação do governo para combater os incêndios é ruim ou péssima. Outros 26% avaliam a resposta do governo como boa ou ótima, e 28% consideraram regular.

A ação de fazendeiros ou posseiros é vista por 39% dos entrevistados como principal responsável pelas queimadas, enquanto apenas 13% atribuem maior responsabilidade às ONGs, como foi sugerido algumas vezes por Bolsonaro. O próprio governo é apontado como principal responsável por 20%, enquanto 21%apontam para fatores climáticos.

Em relação à ajuda financeira anunciada pelo presidente francês, Emmanuel Macron, durante cúpula do G7, para combater os incêndios na Amazônia, 70% são favoráveis a aceitá-la, ao passo que 24% são contrários.

Já quando questionados sobre o que veem como motivo para a ajuda financeira, 62% dos entrevistados falaram em interesses políticos e econômicos que podem afetar a soberania do país, em linha com o discurso do presidente.

Já outros 29% acreditam que a oferta de ajuda é fruto da preocupação dos líderes mundiais com a floresta e com a biodiversidade do planeta.

Política do Cerado com informações da  Reuters

Destaque

Se o duelo Bolsonaro-Macron é um jogo de ganha-ganha, quem são os perdedores?

À medida que a fumaça (sem ironia) da batalha se dissipa, fica claro: a disputa entre Jair Bolsonaro e Emmanuel Macron leva jeito de ganha-ganha. O francês afagou seus agricultores e lustrou o figurino de líder mundial na luta pela salvação do planeta. Já o brasileiro reagrupou as tropas. O ambientalismo é a corrente política ascendente na Europa. E o apoio das Forças Armadas é um passaporte para a estabilidade do governante no Brasil.

Bolsonaro terminou bem a semana. Além de varrer do noticiário os resmungos internos, sempre em off, pelo tratamento sem deferência dispensado aos militares graduados palacianos, parece ter fechado um acordo de procedimentos com Sergio Moro. E este leva jeito de ter percebido que não lhe convém sair do governo. Deixaria sua tropa exposta a retaliações. E, após as manchetes lácrimo-laudatórias, ou iria para o ostracismo ou viraria coadjuvante de João Doria.

Coadjuvante por coadjuvante, melhor ser do presidente da República.

Do lado de Macron, o protagonismo ambientalista ajuda-o também a receber um olhar mais condescendente nos problemas internos. O chefe do Eliseu foi neste episódio um mestre no manejo do “jornalismo de causas”. Funciona assim: Se você defende uma causa pré-definida como certa, você está certo a priori em qualquer debate relacionado à causa em questão. E não só. Aos amigos, tudo; aos inimigos, nem o manual da redação.

No campo bolsonarista, ganharam muitos pontos os militares, cujos líderes foram os únicos a repudiar expressamente a proposta macroniana de abrir o debate sobre a internacionalização da Amazônia. Já registrei aqui mas não custa repetir. A bandeira “A Amazônia é nossa”, que enfeitou por décadas os ambientes da esquerda, hoje está pendurada como troféu de guerra nas paredes da direita. A raiva é uma péssima conselheira, sempre costuma lembrar o ex-presidente Lula.

Mas, e o risco de isolamento global? No momento é baixo. A força da agropecuária nacional leva França e Irlanda a resistir à invasão do agronegócio brasileiro. Mas para a Alemanha a abertura aqui do mercado de compras públicas e para importar manufaturados é um negócio irresistível. Cada um com seus problemas, deve ter pensado Frau Merkel diante da belicosidade verbal de Monsieur Macron. Ainda que ela também esteja sob pressão dos Verdes.

Bolsonaro move-se em circunstâncias geopolíticas favoráveis. Interessa aos Estados Unidos manter o Brasil sob seu guarda-chuva, pois a alternativa é o deslocamento brasileiro para mais perto da órbita da China. E se Trump perder a eleição? Aí teríamos um replay das tensões entre Jimmy Carter e Ernesto Geisel. Bem, nesse caso sempre restará a carta chinesa para colocar na mesa. Como Geisel manejou a carta alemã. E, afinal, cada dia com sua agonia.

Por falar em carta chinesa, veio da embaixada da China em Brasília o apoio verbal mais musculoso ao Brasil no caso dos incêndios amazônicos. Fica a dica.

O presidente disse que vai vetar coisas na Lei de Abuso de Autoridade. Aí caberá a Moro lutar no Congresso Nacional para evitar a derrubada. Vetos são derrubáveis pela maioria absoluta dos deputados (257) e senadores (41). Quanto Bolsonaro vai se meter nisso? Mais provável é que se meta pouco, muito pouco. Já está claro que ele dá um boi para não entrar numa briga com o Legislativo, e dá uma boiada para sair.

A economia dá sinais de retomada lenta. Mas os empregos gerados são por enquanto poucos e de baixa qualidade. O que vai pesar mais no povão na hora de avaliar o governo? As coisas estarem melhorando? Ou elas melhorarem pouco e devagar? Façam suas apostas.

Política do Cerrado com informaçoes do GGN

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Senador Reguffe com um pé no Podemos

O senador José Antônio Reguffe (Sem partido-DF) estuda convite para se filiar ao Podemos. As conversas com o senador Álvaro Dias (Podemos-PR), principal expoente da legenda, ocorrem há a pelo menos três meses, mas agora o parlamentar que concorreu à Presidência nas últimas eleições tem dito a colegas que está mais animado com a perspectiva.

A entrada de Reguffe no Podemos seria um reforço para o plano nacional. O senador do DF pode vir a compor uma chapa com Álvaro Dias nas próximas eleições ou até mesmo ser o candidato ao Palácio do Planalto. Mas Reguffe ainda não decidiu nada.

Convites do PP podem ganhar força

Com a decisão do MDB de não mudar o estatuto para permitir que governadores assumam a Presidência do partido, Ibaneis Rocha não poderá concorrer ao comando nacional, como desejava. Essa é uma queda de braço entre os novos e os tradicionais emedebistas, que queriam Ibaneis à frente da legenda. O que acontece agora? É possível que Ibaneis troque de partido. Deixe o MDB e reforce o PP. Convites não faltam.

Política do Cerrado com informação do CB

 

 

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Distritais aprovam repúdio a Bolsonaro e apoio a Brigitte Macron

A Câmara Legislativa aprovou, por unanimidade, uma moção de repúdio ao comentário do presidente Jair Bolsonaro à primeira-dama da França, Brigitte Macron. O documento, aprovado pelos 20 parlamentares presentes à sessão, também manifesta votos de solidariedade à esposa do presidente Emmanuel Macron.

 “Essa é uma lição de civilidade que a Câmara Legislativa está dando à sociedade de que não se ataca uma mulher, por mais humilde ou por mais importante que seja”, afirma o autor do requerimento, Chico Vigilante (PT).

Política do Cerrado com informações do CB

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Câmara Legislativa aprova criação da região administrativa de Arniqueira

A Câmara Legislativa aprovou, nesta terça-feira (27/08), projeto de lei, de autoria do Executivo local, que cria a região administrativa de Arniqueira. Conforme a proposta, a área será desmembrada de Águas Claras. O texto vai à sanção do governador Ibaneis Rocha (MDB).

O secretário das Cidades, Gustavo Aires, afirmou, na exposição de motivos da proposição, que a implementação da nova cidade deve “atender os propósitos relativos à descentralização administrativa, utilização racional de recursos para o desenvolvimento socioeconômico e melhoria da qualidade de vida”. O Conselho de Planejamento Territorial e Urbano do Distrito Federal (Conplan) havia aprovado a minuta da norma no último dia 8.

O projeto, protocolado na última terça-feira, estabelece a transferência de parte do acervo patrimonial e do quantitativo de servidores da administração regional de Águas Claras para a unidade da nova cidade. As comissões competentes — de Assuntos Fundiários (CAF), de Constituição e Justiça (CCJ) e de Desenvolvimento Econômico Sustentável, Ciência, Tecnologia, Meio Ambiente e Turismo (CEDESCTMAT) — avaliaram o texto em plenário.

“Mais investimentos”

Apesar do sinal verde à criação da nova região administrativa, os parlamentares fizeram ponderações. Da oposição, Chico Vigilante (PT) defendeu que o governo “dê condições de trabalho à administração regional”. “É preciso equipá-las com equipamentos e prever as dotações orçamentárias para o trabalho ser executado. Hoje, as administrações não tem condições para nada e o administrador é um mero despachante que leva as demandas para a Novacap [Companhia Urbanizadora da Nova Capital]”, argumentou.

Ao se abster da votação, Leandro Grass (Rede) alegou que o GDF não apresentou os estudos necessários à adoção da medida. “Não temos todos os elementos e não havia acordo para votarmos hoje. O ideal era que o projeto tramitasse nas comissões no tempo correto, com uma avaliação mais minuciosa”, pontuou.

Integrante da base aliada, Agaciel Maia (PL) reforçou a necessidade do desmembramento de Arniqueira. “É uma área com perfil econômico e necessidade de infraestrutura diferentes de Águas Claras. Por isso, é preciso um olhar específico. Mas concordo que as administrações precisam ser reforçadas”, ponderou.

Promessa de campanha

Arniqueira é a segunda região administrativa criada na gestão Ibaneis Rocha (MDB). No último dia 13, os distritais deram aval à separação das áreas do Pôr do Sol e Sol Nascente de Ceilândia — no dia seguinte, o chefe do Palácio do Buriti sancionou a norma. Os dois desmembramentos são promessas de campanha do emedebista.

Em janeiro, ao assumir o Executivo local Ibaneis chegou a anunciar a criação das duas regiões administrativas, bem como a de Arapoanga (Planaltina), por meio de decreto. Contudo, recuou. Isso porque a iniciativa precisa passar pelo crivo da Câmara Legislativa, conforme estabelece a Lei Orgânica do DF.

´Política do Cerrado com informações da CLDF.

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Cenário da crise no Brasil: Levantamento da Câmara Brasileira da Indústria da Construção

Rumos da construção
Um dos setores mais sensíveis a crises, a indústria da construção aguarda com ansiedade uma retomada.

Parte das empresas crê na recuperação dos níveis de atividade pré-recessão e, em grande medida, aposta que os bons números serão refletidos já na performance do segundo trimestre.

A construção é intensiva na absorção de mão de obra e, em tempos de marasmo econômico, também funciona como termômetro eficiente para medir e qualificar saldos passados, a confiança presente e as expectativas.

Levantamento da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) informa que o número de lançamentos de imóveis residenciais subiu 96% entre abril e junho, comparado ao primeiro trimestre do ano – aumento em relação ao segundo trimestre de 2018 (leia a íntegra).

No país, o Sudeste se destaca com a alta nos lançamentos: entre janeiro e março de 2019, foram lançados 6.799 casas e apartamentos; já entre abril e junho, 21.044 unidades.

Ainda conforme a CBIC, o volume de vendas de imóveis residenciais novos subiu 22,9% no segundo trimestre em relação aos três meses anteriores – novidade bastante animadora.

A grande questão agora é saber o quanto esse fluxo poderá ser impulsionado pelas medidas recentemente anunciadas pelo governo.

A modalidade de crédito atrelado ao IPCA, por exemplo, é uma das alavancas de maior potencial, segundo o mercado. A outra ajuda são os juros baixos, que na esteira da Selic contaminam de modo positivo investidores e sociedade.

OUTRO OLHAR   
copo meio vazio…
A percepção otimista sobre o futuro da construção civil não é unanimidade.
Cálculos do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV) projetam uma nova queda no segundo trimestre.

política do Cerrado com informações da FSB

 

Destaque

Se Macron retirar “insultos”, podemos conversar sobre ajuda à Amazônia, diz Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta terça-feira que pode conversar sobre a possibilidade de aceitar uma ajuda de ao menos 20 milhões de euros do G7 para combater queimadas na Amazônia, desde que o presidente francês, Emmanuel Macron, retire “insultos” que fez a ele.

Em entrevista a jornalistas na saída do Palácio da Alvorada, Bolsonaro negou que o governo tenha decidido recusar a ajuda anunciada por Macron após reunião do G7, como afirmou o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, na segunda-feira.

“Eu falei isso? Eu falei? O presidente Bolsonaro falou?”, indagou o presidente, quando questionado pelos repórteres.

“Primeiramente, o seu Macron tem que retirar os insultos que fez à minha pessoa. Primeiro ele me chamou de mentiroso. Depois, informações que eu tive, de que a nossa soberania está em aberto na Amazônia. Então, realmente, para conversar ou aceitar qualquer coisa da França, que seja das melhores intenções possíveis, ele vai ter que retirar essas palavras, daí a gente pode conversar”, acrescentou.

Bolsonaro e Macron têm trocado farpas publicamente nos últimos dias por causa do aumento das queimadas na Amazônia, e o presidente francês chegou a falar da possibilidade de um status internacional para a floresta.

A guerra de palavras incluiu insultos a Macron por parte de ministros do governo Bolsonaro, além do presidente ter endossado uma publicação em rede social ofensiva à primeira-dama francesa, Brigitte Macron.

O líder francês, por sua vez, disse que Bolsonaro mentiu durante encontro que teve com ele no G20 e afirmou esperar que os brasileiros tenham rapidamente um presidente que se comporte à altura do cargo.

Política do Cerrado com informaçoes da Reuters.